domingo, 16 de junho de 2013

                    Sacramentos

Canais por onde nos chegam a Graça de Deus
Sinais sensíveis, instituídos por Cristo, para o bem do povo, e que celebrados e vividos modificam interiormente e exteriormente a quem os recebe.
Os Sacramentos estão ordenados a Santificação dos homens, á edificação do corpo de Cristo, e enfim á prestar culto á Deus: Como sinais, tem também á função de instruir, fortificar e alimentar a fé.
São sinais sensíveis, porque por eles sentimos Deus agindo em nós.

Os sete sacramentos são visíveis e eficazes se vivermos em comunhão com Deus.
Estes sinais nos acompanham a vida toda.


Batismo:

 Ao nascermos  nascemos para a vida, para o mundo... nascermos também para Deus .Através do Sacramento do Batismo.
O Batismo é o sacramento da fé. Mais a fé tem necessidade da comunidade dos que crentes. cada um dos fiéis só pode crer dentro da fé da Igreja. Esta fé vai se desenvolvendo pela vida toda. professada pelos pais e padrinhos, que se comprometem de educar a criança nesta fé que professa. ao catecúmeno é perguntado" o que pedis á Igreja de Deus?"  O padrinho responde por ele "a fé". (Há um só corpo de Cristo - a Igreja - e um só Espirito, assim como fostes chamados pela vossa vocação a uma só esperança. Há um só Senhor, uma só fé, um só Batismo...(Ef 4-5s).
O Batismo nos faz membros do corpo de Cristo, se somos nós a Igreja de Cristo, como membros deste  Corpo, somos membros uns dos outros " fomos todos Batizados num só Espirito para sermos um só corpo"   (1 cor 12,13).
                                   Sinais e símbolos do Sacramento do Batismo


Nas Igrejas católicas você não vê nomes escritos nelas, nem em placas, você vê apenas um sinal; a Cruz. A cruz é por excelência o sinal do Cristão, nela o Cristo morreu por nós. e se entregou livremente á Deus Pai,oferecendo-se por nós
No dia do Batismo a criança é recebida na Igreja em nome do Pai do filho e do Espirito santo, e assinalada com o sinal do cristão.

O sinal da Cruz:
Assinala a marca de Cristo naquele que vai pertencer-lhe, significa a graça da redenção, que Cristo nos proporcionou por sua Cruz, a partir de agora tem um nome e é por Deus chamado por esse nome, e seus pais e padrinhos respondem com amor ao chamado que Deus lhe faz.

O óleo:


a criança é ungida com o óleo dos catecúmenos no peito, os pais e padrinhos renunciam por ela á satanás, e livre eles professam a fé da igreja.

A profissão de fé:


O Batismo é dado em nome do pai do Filho e do Espirito Santo, as verdades desta fé deve ser professada no Batismo. cremos em só Deus, em três pessoas. Na Igreja fundada pelo próprio Jesus,  na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição e na vida eterna. esta é a nossa fé.

 A água:

Ela é o Batismo, pela água "a semente incorruptível da palavra de Deus produz seu efeito vivificante, o sacramento acontece quando o Padre ou o ministro derrama a água na cabeça da criança chamando-a pelo nome "n..., eu te Batizo em nome do pai ,do filho e do espirito santo.

A unção com o óleo do crisma:


Óleo perfumado consagrado pelo Bispo, significa o dom do Espirito Santo ao novo Batizado. este tornou-se um cristão ungido pelo espirito santo, incorporado a Cristo, que é ungido sacerdote profeta e Rei.

A veste Branca:

Significa que o batizado vestiu-se de Cristo e toma parte com ele na ressurreição.

Círio pascal:


a vela acesa no círio Pascal significa que Cristo iluminou o novo cristão, ele é agora luz do mundo(Mt 5,14).

                                         Eucaristia

 Aos 12 anos, depois de catequizados, a recebemos. Assim como necessitamos de comida e bebida para fortalecer o corpo, precisamos também de fortalecer a alma. pelo corpo de Cristo.
A Palavra Eucaristia, quer dizer "ação de Graças" A Eucaristia é a própria missa, sacrifício de nosso Senhor Jesus Cristo, o Cordeiro imolado que tira os os pecados do mundo, instituída por ele num sacrifício único para a vida toda, por isso a pedido dele, em cada missa, nós reoferecemos juntamente com ele  a Deus Pai o valor deste sacrifício, pelos nossos pecados e pelos do mundo inteiro, e cremos firmemente que o Santíssimo Sacramento é próprio Deus, que se fez alimento para nossa alma. Jesus é o centro da nossa fé, e todas as vezes que participamos da missa,  estamos participando do sacrifício de Jesus na cruz.
Para explicar esse alimento sagrado, São Francisco de Sales, no seu livro filotéia nos conta que um Rei da Ásia inventou um alimento que o preservava de todo e qualquer veneno,estando ele, para ser preso pelos Romanos, tentou de todas as formas se envenenar e não conseguiu. ele conclui seu pensamento "Não foi isso mesmo que fez nosso Divino salvador dum modo verdadeiro e real no augustíssimo Sacramento do altar, onde ele nos dá seu corpo e sangue como um alimento que confere a imortalidade?".

Pela comunhão aprendemos amar mais a Jesus, livrar-nos de nossas misérias e aflições e fortificar-nos nas nossas fraquezas.

                                                           Penitência
É bom saber também o que São Francisco de Sales tem a dizer pra nós, sobre esse Sacramento.
"Nosso Senhor instituiu na sua Igreja o sacramento da Penitência, ou Confissão,para purificar as nossas almas das suas culpas,todas as vezes que se acharem manchadas.Nunca permitas, Filotéia, que teu coração permaneça muito tempo contaminado do pecado, tendo um remédio tão eficáz e simples contra a sua corrupção".
 Se caímos não podemos permanecer no chão, é Deus que vem ao nosso encontro, através da reconciliação.
Depois que Jesus ressuscitou, apareceu aos discípulos saudou-os dizendo" A paz esteja com vocês"  e depois soprou sobre eles dizendo "recebam o Espirito Santo, a todos aqueles a quem vocês perdoarem os pecados , serão perdoados mas aos que vocês não perdoarem não serão perdoados". leiam Jo 20,19-23
Deus nos criou a sua imagem e semelhança e nos dotou com o dom da liberdade. Tudo que fazemos é por nossa livre vontade, se ferimos ou magoamos as pessoas o fazemos por nós mesmos. Deus nos dá o seu amor, e pede-nos somente que o amemos e amemos uns aos outros.
 O pecado nos afasta de Deus e nos torna infelizes.
Para uma boa confissão devemos:
 Reconhecer os nossos erros, fazendo um bom exame de consciência. Se ofendemos alguém, pedir o seu perdão . Pedir o perdão de Deus. ARREPENDIMENTO.
Falar com o sacerdote dos nossos pecados e do nosso desejo de não mais pecar. CONFISSÃO.
Depois de nos orientar o sacerdote nos dá o perdão de Deus e da Igreja. ABSOLVIÇÃO.
Assumimos o compromisso de ser bom Cristão com uma oração fervorosa, ou uma ação em beneficio de um pobre. Penitência.
Se recebermos o Sacramento da penitência realmente arrependidos, vamos nos sentir verdadeiramente em paz , e de mente tranquila, vamos ter a consolação Espiritual que necessitamos.
Conforme o mandamento da Igreja, é nosso dever de Cristão nos confessarmos ao menos uma vez ao ano, e em pecados graves não comungar do corpo de Cristo.

                                                             CRISMA
Juntamente com  o Batismo e a Eucaristia, o Sacramento da confirmação constitui o conjunto dos "SACRAMENTOS DA INICIAÇÃO CRISTÃ" a união destes três Sacramentos, nesta ordem, dá ao Cristão um perfeito e mais forte vinculo com a Igreja, enriquecendo-o da força do espirito Santo. Da parte do Cristão ele deve levar Cristo aos corações, como verdadeiras testemunhas deste Cristo, difundir e defender sua fé, tanto por palavras como por obras. O Espirito Santo, nos anima, nos fortalece, somos capacitados pelo próprio Espirito através de seus dons, se pelo Batismo nascemos, pela Crisma crescemos na fé.
O RITUAL: A matéria do Sacramento da Crisma, é o Santo óleo da oliveira (azeite) misturado com balsamo perfumado, na missa dos Santos óleos, na quinta feira Santa pelo Bispo, essa matéria é usada na cerimônia da Crisma junto com a imposição da mão sobre a cabeça do Crismando.
 O bispo traça o sinal da Cruz com o óleo na fronte do Crismando e diz "Eu te marco com o sinal da Cruz e te confirmo com o Crisma da Salvação, em nome do Pai do Filho e do Espirito Santo"  E o Bispo da um leve tapa no rosto do crismando, para significar que ele é um soldado de Cristo e como soldado deve suportar em nome de Cristo toda sorte de sofrimentos e injurias, defender a sua fé quando atacada conhecer e difundir a Doutrina, e mais, ser um verdadeiro imitador de Cristo, para o merecimento do nome de "Cristão".
                                                             
                                                 MATRIMÔNIO
MATRIMONIO: No momento definitivo de comunhão, Deus vem santificar o Noivo e a Noiva, afim de que na comunhão constituam família Santa e feliz através dos laços sagrados do casamento. O próprio Deus é o autor do Casamento, a vocação para o casamento está inscrita na própria natureza do homem e da mulher, conforme saíram da mão do criador. Deus os criou homem e mulher á sua imagem e semelhança, por amor sem limites a sua criação, e esse amor abençoado por Deus é destinado a ser fecundo " Deus os abençoou e lhes disse, sede fecundos,multiplicai-vos enchei a terra e submetei-a".(Gn 1 .28).
O casal se acolhem, se entregam, e este pacto, esta aliança entre o casal é selado pelo próprio Deus. A aliança dos esposos é integrada na aliança de Deus com os homens, estes laços tem exigências, a serem cumpridas e respeitadas, Fidelidade um ao outro, a família gerada desta união é responsabilidade dos cônjuges. Para Deus e para a Igreja esta união é indissolúvel.


                                                A ORDEM
A ordem é um sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo e seus apóstolos continua sendo exercida na Igreja até o fim dos tempos; é portanto o sacramento do ministério apostólico. comporta três graus: O episcopado, o presbiterado, e o diaconado.
Foi Cristo quem escolheu os apóstolos, fazendo-os participar de sua missão e autoridade. Elevado á direita do Pai ele não abandonou seu rebanho, mas guarda-o por meio dos apóstolos, sob sua constante proteção, o o dirige pelos mesmos pastores que continuam até hoje sua obra. portanto é Cristo que concede a uns serem pastores a outros apóstolos. Ele continua agindo por intermédio dos Bispos. O ministro faz as vezes do próprio sacerdote, Cristo Jesus. Se o ministro é assimilado ao sumo sacerdote por causa da consagração sacerdotal que recebeu, goza do poder de agir pela força do próprio Cristo que representa.
   os ministros ordenados também são responsáveis pela formação para a oração de seus irmãos e irmãs em Cristo. Servidores do bom Pastor que são, eles são ordenados para guiar o povo de Deus as fontes vivas da oração; a palavra de Deus, a liturgia, a vida teologal, o hoje de Deus nas situações concretas.
 Porque o nome Sacramento da Ordem? A palavra ordem, na antiguidade Romana, designava corpus constituídos no sentido civil, sobretudo dos que governavam. "Ordinatio" designa a integração num"ordo"
(ordem)
"ORDEM"  Um chamado especial, Deus dá ao homem que queira viver o amor doação, a graça do Sacramento da ordem.
                                           UNÇÃO DOS ENFERMOS
        Não fomos feitos pera a eternidade, em momentos difíceis, quando debilitados por uma enfermidade, ou na velhice, Deus vem ao nosso encontro através do Sacramento da, Unção dos enfermos.
 Antigamente este sacramento só era ministrado em caso de morte, mas a Igreja reconheceu sua importância para todas as enfermidades. é um imenso conforto Espiritual receber através das orações, da comunhão e do óleo sagrado, a graça de Deus para se ter força e coragem. disponibilidade e amor na enfermidade.
 O sacramento da unção  dos enfermos segue um ritual muito bonito, é importante conhecer e valorizar.
Este sacramento pode ser ministrado em caso de doenças graves, e de longa recuperação, independente da idade, basta que se confie na graça do Senhor.
     O sacerdote invoca as três pessoas Divina, traçando o sinal da cruz, faz uma breve reflexão para o pedido de perdão, para que o doente possa arrepender-se; leitura de um texto bíblico, preces da comunidade, imposição da mão sobre o doente, unção com o óleo sagrado; oração do Pai nosso, comunhão e benção final.

mana

Santa Missa para o dia da “Evangelium Vitae”

HOMILIA DO SANTO PADRE FRANCISCO
Praça de São Pedro
Domingo, 16 de Junho de 2013
Amados irmãos e irmãs!
Esta celebração tem um nome muito belo: o Evangelho da Vida. Com esta Eucaristia, no Ano da Fé, queremos agradecer ao Senhor pelo dom da vida, em todas as suas manifestações, e ao mesmo tempo queremos anunciar o Evangelho da Vida.
Partindo da Palavra de Deus que escutamos, gostava de vos propor simplesmente três pontos de meditação para a nossa fé: primeiro, a Bíblia revela-nos o Deus Vivo, o Deus que é Vida e fonte da vida; segundo, Jesus Cristo dá a vida e o Espírito Santo mantém-nos na vida; terceiro, seguir o caminho de Deus leva à vida, ao passo que seguir os ídolos leva à morte.

1. A primeira leitura, tirada do Segundo Livro de Samuel, fala-nos de vida e de morte. O rei David quer esconder o adultério cometido com a esposa de Urias, o hitita, um soldado do seu exército, e, para o conseguir, manda colocar Urias na linha da frente para ser morto em batalha. A Bíblia mostra-nos o drama humano em toda a sua realidade, o bem e o mal, as paixões, o pecado e as suas consequências. Quando o homem quer afirmar-se a si mesmo, fechando-se no seu egoísmo e colocando-se no lugar de Deus, acaba por semear a morte. Exemplo disto mesmo é o adultério do rei David. E o egoísmo leva à mentira, pela qual se procura enganar a si mesmo e ao próximo. Mas, a Deus, não se pode enganar, e ouvimos as palavras que o profeta disse a David: Tu praticaste o mal aos olhos do Senhor (cf. 2 Sam 12, 9). O rei vê-se confrontado com as suas obras de morte – na verdade o que ele fez é uma obra de morte, não de vida! –, compreende e pede perdão: «Pequei contra o Senhor» (v. 13); e Deus misericordioso, que quer a vida e sempre nos perdoa, perdoa-lhe, devolve-lhe a vida; diz-lhe o profeta: «O Senhor perdoou o teu pecado. Não morrerás». Que imagem temos de Deus? Quem sabe se nos aparece como um juiz severo, como alguém que limita a nossa liberdade de viver?! Mas toda a Escritura nos lembra que Deus é o Vivente, aquele que dá a vida e indica o caminho da vida plena. Penso no início do Livro do Génesis: Deus plasma o homem com o pó da terra, insufla nas suas narinas um sopro de vida e o homem torna-se um ser vivente (cf. 2, 7). Deus é a fonte da vida; é devido ao seu sopro que o homem tem vida, e é o seu sopro que sustenta o caminho da nossa existência terrena. Penso também na vocação de Moisés, quando o Senhor Se apresenta como o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob, como o Deus dos viventes; e, quando enviou Moisés ao Faraó para libertar o seu povo, revela o seu nome: «Eu sou aquele que sou», o Deus que Se torna presente na história, que liberta da escravidão, da morte e traz vida ao povo, porque é o Vivente. Penso também no dom dos Dez Mandamentos: uma estrada que Deus nos indica para uma vida verdadeiramente livre, para uma vida plena; não são um hino ao «não» – não deves fazer isto, não deves fazer aquilo, não deves fazer aqueloutro… Não! – São um hino ao «sim» dito a Deus, ao Amor, à vida. Queridos amigos, a nossa vida só é plena em Deus, porque só Ele é o Vivente!
2. A passagem do Evangelho de hoje permite-nos avançar mais um passo. Jesus encontra uma mulher pecadora durante um almoço em casa de um fariseu, suscitando o escândalo dos presentes: Jesus deixa-Se tocar por uma pecadora e até lhe perdoa os pecados, dizendo: «São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas àquele a quem pouco se perdoa, pouco ama» (Lc 7, 47). Jesus é a encarnação do Deus Vivo, Aquele que traz a vida fazendo frente a tantas obras de morte, fazendo frente ao pecado, ao egoísmo, ao fechamento em si mesmo. Jesus acolhe, ama, levanta, encoraja, perdoa e dá novamente a força de caminhar, devolve a vida. Ao longo do Evangelho, vemos como Jesus, por gestos e palavras, traz a vida de Deus que transforma. É a experiência da mulher que unge com perfume os pés do Senhor: sente-se compreendida, amada, e responde com um gesto de amor, deixa-se tocar pela misericórdia de Deus e obtém o perdão, começa uma vida nova. Deus, o Vivente, é misericordioso. Estais de acordo? Digamo-lo juntos: Deus, o Vivente, é misericordioso! Todos: Deus, o Vivente, é misericordioso. Outra vez: Deus, o Vivente, é misericordioso!
Esta foi também a experiência do apóstolo Paulo, como ouvimos na segunda leitura: «A vida que agora tenho na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim» (Gl 2, 20). E que vida é esta? É a própria vida de Deus. E quem nos introduz nesta vida? É o Espírito Santo, dom de Cristo ressuscitado; é Ele que nos introduz na vida divina como verdadeiros filhos de Deus, como filhos no Filho Unigenito, Jesus Cristo. Estamos nós abertos ao Espírito Santo? Deixamo-nos guiar por Ele? O cristão é um homem espiritual, mas isto não significa que seja uma pessoa que vive «nas nuvens», fora da realidade, como se fosse um fantasma. Não! O cristão é uma pessoa que pensa e age de acordo com Deus na vida quotidiana, uma pessoa que deixa que a sua vida seja animada, nutrida pelo Espírito Santo, para ser plena, vida de verdadeiros filhos. E isto significa realismo e fecundidade. Quem se deixa conduzir pelo Espírito Santo é realista, sabe medir e avaliar a realidade, e também é fecundo: a sua vida gera vida em redor.
3. Deus é o Vivente, é o Misericordioso. Jesus traz-nos a vida de Deus, o Espírito Santo introduz-nos e mantém-nos na relação vital de verdadeiros filhos de Deus. Muitas vezes, porém – sabemo-lo por experiência –, o  homem não escolhe a vida, não acolhe o «Evangelho da vida», mas deixa-se guiar por ideologias e lógicas que põem obstáculos à vida, que não a respeitam, porque são ditadas pelo egoísmo, o interesse pessoal, o lucro, o poder, o prazer, e não são ditadas pelo amor, a busca do bem do outro. É a persistente ilusão de querer construir a cidade do homem sem Deus, sem a vida e o amor de Deus: uma nova Torre de Babel; é pensar que a rejeição de Deus, da mensagem de Cristo, do Evangelho da Vida leve à liberdade, à plena realização do homem. Resultado: o Deus Vivo acaba substituído por ídolos humanos e passageiros, que oferecem o arrebatamento de um momento de liberdade, mas no fim são portadores de novas escravidões e de morte. O Salmista diz na sua sabedoria: «Os mandamentos do Senhor são retos, alegram o coração; os preceitos do Senhor são claros, iluminam os olhos» (Sal 19, 9). Recordemo-nos sempre disto: O Senhor é o Vivente, é misericordioso. O Senhor é o Vivente, é misericordioso.
Amados irmãos e irmãs, consideremos Deus como o Deus da vida, consideremos a sua lei, a mensagem do Evangelho como um caminho de liberdade e vida. O Deus Vivo faz-nos livres! Digamos sim ao amor e não ao egoísmo, digamos sim à vida e não à morte, digamos sim à liberdade e não à escravidão dos numerosos ídolos do nosso tempo; numa palavra, digamos sim a Deus, que é amor, vida e liberdade, e jamais desilude (cf. 1 Jo 4, 8; Jo 8, 32; 11, 2), digamos sim a Deus que é o Vivente e o Misericordioso. Só nos salva a fé no Deus Vivo; no Deus que, em Jesus Cristo, nos concedeu a sua vida com o dom do Espírito Santo e nos faz viver como verdadeiros filhos de Deus com a sua misericórdia. Esta fé torna-nos livres e felizes. Peçamos a Maria, Mãe da Vida, que nos ajude a acolher e testemunhar sempre o «Evangelho da Vida». Assim seja.

sábado, 25 de maio de 2013

Catequese do Papa Francisco sobre a ação do Espírito na evangelização– 22/05/13


Catequese
Praça de São Pedro, Vaticano
Quarta-feira, 22 de maio de 2013
Queridos irmãos e irmãs, bom dia.
No Credo, depois de ter professado a fé no Espírito Santo, dizemos: “Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica”. Existe uma ligação profunda entre estas duas realidades de fé: é o Espírito Santo, de fato, quem dá vida à Igreja, guia os seus passos. Sem a presença e a ação incessante do Espírito Santo, a Igreja não poderia viver e não poderia realizar a missão que Jesus ressuscitado lhe confiou, de ir e fazer discípulos todas as nações (cf. Mt 28:18). Evangelizar é a missão da Igreja e não apenas de alguns, mas a minha, a sua, a nossa missão. O apóstolo Paulo exclamou: “Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho” (1 Cor 9,16). Todos devem ser evangelizadores, especialmente com a vida! Paulo VI destacou que “Evangelizar… é a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar” (Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, 14).
Quem é o verdadeiro motor da evangelização em nossas vidas e na Igreja? Paulo VI escreveu com clareza: “É ele, o Espírito Santo que, tanto hoje como no início da Igreja, age em cada evangelizador que se deixa possuir e conduzir por Ele, que lhe sugere palavras que ele sozinho não conseguiria encontrar, preparando ao mesmo tempo a alma de quem escuta para que esteja aberto a acolher a Boa Nova e o Reino anunciado” (ibid., 75). Para evangelizar, então, é necessário se abrir ao horizonte do Espírito de Deus, sem medo do que ele vai nos pedir ou onde nos levará. Confiemo-nos a Ele! Ele nos fará capazes de viver e testemunhar a nossa fé e iluminará o coração daqueles com quem nos encontrarmos. Esta foi a experiência de Pentecostes: aos Apóstolos reunidos com Maria no Cenáculo, “apareceram línguas como de fogo, que se separaram e pousaram sobre cada um deles e todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, da maneira que o Espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2:3-4). O Espírito Santo ao descer sobre os Apóstolos, os fez sair da sala em que estavam fechados por medo, os fez sair de si e os transformou em anunciadores e testemunhas das “grandes obras de Deus” (v. 11). E essa transformação operada pelo Espírito Santo se reflete na multidão vinda “de todas as nações debaixo do céu” (v. 5), de modo que cada um ouvia as palavras dos Apóstolos como se fossem em sua própria língua (v. 6 ).
Aqui está um primeiro efeito importante da ação do Espírito Santo que guia e inspira o anúncio do Evangelho: a unidade, a comunhão. Em Babel, de acordo com a Bíblia, havia começado a dispersão dos povos e a confusão das línguas, resultado da arrogância e do orgulho do homem que queria construir com suas próprias forças, sem Deus, “uma cidade e uma torre cujo cume tocasse os céus” (Gn 11:04). No dia de Pentecostes, estas divisões são superadas. Não há mais orgulho contra Deus, nem o fechamento de um ao outro, mas há abertura para Deus, o sair para anunciar sua palavra: uma nova linguagem, a do amor que o Espírito Santo derrama em nossos corações (cf. Rm 5,5), uma linguagem que todos possam entender e que, acolhida, podia ser expressada em cada ser e em cada cultura. A linguagem do Espírito, a linguagem do Evangelho é a linguagem da comunhão, que convida a superar bloqueios e indiferenças, divisões e conflitos. Todos nós devemos nos perguntar: como me deixo ser guiado pelo Espírito Santo a fim de que a minha vida e meu testemunho de fé sejam de unidade e comunhão? Levo a mensagem de reconciliação e de amor, que é o Evangelho nos lugares onde moro? Às vezes parece que hoje se repete o que aconteceu em Babel: divisões, incapacidade de compreender o outro, rivalidade, inveja, egoísmo. O que eu faço com a minha vida? Promovo a unidade próximo a mim? Ou divido com conversa fiada, críticas, inveja? O que eu faço? Pense nisso. Levar o Evangelho é proclamar e vivermos nós primeiro: a reconciliação, o perdão, a paz, a unidade e o amor que o Espírito Santo nos dá. Lembremo-nos das palavras de Jesus: “Nisto todos saberão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13:34-35).
Um segundo elemento: no dia de Pentecostes, Pedro, cheio do Espírito Santo, se levanta “com os onze” e “em voz alta” (Atos 2:14), “com ousadia” (v. 29) anuncia a boa nova de Jesus, que deu a vida pela nossa salvação e que Deus ressuscitou dentre os mortos. Aqui é outro efeito do Espírito Santo: coragem para anunciar a novidade do Evangelho de Jesus a todos, com a auto-confiança (parresia), em alta voz, em todo tempo e lugar. E isso acontece ainda hoje para a Igreja e cada um de nós, pelo fogo de Pentecostes, pela ação do Espírito Santo, se desenvolvem sempre novas iniciativas de missão, novas maneiras de proclamar a mensagem de salvação, uma nova coragem para evangelizar. Não nos fechemos nunca a esta ação! Vivamos com humildade e coragem o Evangelho! Testemunhemos a novidade, a esperança, a alegria que o Senhor traz para a vida. Sintamos em nós “a doce e reconfortante alegria de evangelizar” (Paulo VI, Exortação Apostólica. Evangelii Nuntiandi, 80). Porque evangelizar, proclamar Jesus, nos traz alegria, enquanto o egoísmo nos traz amargura, tristeza, nos deixa para baixo, evangelizar nos eleva.
Menciono apenas um terceiro elemento, que é particularmente importante: uma nova evangelização, uma Igreja que evangeliza deve sempre começar pela oração, de pedir, como os Apóstolos no Cenáculo, o fogo do Espírito Santo. Só o relacionamento fiel e intenso com Deus permite que saiamos de nosso fechamento e anunciemos o Evangelho com parresia. Sem oração nossas ações tornam-se vazias e nosso anúncio não tem alma, não é animado pelo Espírito.
Queridos amigos, como disse Bento XVI, a Igreja hoje “sente especialmente o vento do Espírito Santo que nos ajuda, nos mostra o caminho certo e assim, com novo entusiasmo, estamos no caminho e damos graças ao Senhor” (palavras da Assembleia do Sínodo dos Bispos, 27 de outubro, 2012). Renovemos a cada dia a confiança na ação do Espírito Santo, confiança de que Ele age em nós, Ele está dentro de nós, que nos dá o fervor apostólico, a paz, a alegria. Deixemo-nos guiar por Ele, sejamos homens e mulheres de oração, que testemunham o Evangelho com coragem, tornando-se instrumentos de unidade e de comunhão com Deus. Obrigado.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

 Santa Rita de Cássia  

Comemoração litúrgica: 22 de maio.  Também nesta data: Santa Quitéria e São casto
      Guia geral    Por data   Incorruptos


                                         Vista de perto,  se nos revela o rosto humaníssimo de uma mulher que não passou indiferente ante a tragédia da dor e  da miséria e da miséria material, moral e  social.  Sua vida terrena poderia ser de ontem como de hoje.  
                                         Rita nasceu em 1381 em Roccaporena,  um pequeno povoado perdido nas  montanhas Seus pais, anciãos, a educaram  no temor de Deus, e ela  respeitou a tal ponto a  autoridade paterna que abandonou o propósito de entrar no convento e aceitou unir-se em matrimônio com Paulo de Ferdinando, um jovem violento e  revoltado. As biografias da  santa nos pintam um quadro familiar muito comum:  uma mulher doce, obediente, atenta a  não chocar com a  susceptibilidade do marido,  cujas maldades ela conhece e sofre e reza em silêncio.  
                                         Sua bondade logrou finalmente transformar o coração de Paulo,  que mudou de vida e de costumes, porém,  sem fazer esquecer os  antigos rancores dos  inimigos que se havia buscado. Uma noite foi encontrado morto à beira do caminho.  Os dois filhos,  já  jovens,  juraram  vingar a morte do pai. Quando Rita se  deu conta da inutilidade de  seus esforços para convencê-los de que desistissem  de seus propósitos,  teve a  valentia de pedir a Deus que os levasse,  antes que manchassem suas vidas com um homicídio.  Sua oração, humanamente incompreensível,  foi ouvida.  E sem esposo e sem filhos,  Rita foi pedir sua entrada no convento das agostinianas de Cássia.  Porém,  seu pedido foi negado.  
                                         Voltou ao  seu lugar deserto e rezou intensamente a  seus três santos protetores, São João Batista, Santo Agostinho e  São Nicolas de Tolentino,  e uma noite sucedeu o prodígio.  Se lhe apareceram  os três  santos, lhe disseram  que os seguisse,  chegaram ao convento, abriram as portas e levaram a metade do coro, onde as  religiosas estavam rezando as orações da manhã. Assim, Rita pôde vestir o hábito das agostinianas, realizando o antigo desejo de entrega total a Deus. Se dedicou à penitência, à oração e ao amor de Cristo crucificado,  que a associou ainda visivelmente a sua paixão,  cravando-lhe na fronte uma espinha.  
                                         Este estigma milagroso, recebido durante um êxtase, marcou o rosto com um dolorosíssima chaga purulenta até sua morte, isto é, durante quatorze anos. A fama de sua santidade passou os limites de Cássia. As orações de Rita obtiveram prodigiosas curas e conversões. Para ela não pediu senão carregar sobre si as  dores do próximo. Morreu no mosteiro de Cássia em 1457. Pouco antes de morrer e de firmar seu testamento verbal às Irmãs do convento,  veio visitá-la uma sua parenta; a Santa agradeceu-lhe a visita e, ao se despedir pediu:
- Vá à horta que fica perto de tua casa, por amor de Jesus, e traga-me uma rosa.
                                         Como os campos encontravam-se cobertos pela neve e a vegetação inexistente, sua parenta imaginou que a Santa delirasse,  porém,  acatou o que ela pedira e  dirigiu-se ao local certa de que nada encontraria. Chegando à horta, encontrou uma linda rosa, que a levou à enferma;  Rita novamente lhe pediu que retornasse e lhe trouxesse dois figos que, também foram encontrados na figueira.  Esses fatos explicam a representação da imagem da Santa com rosas, figos, cachos de uvas e abelhas. A Santa Igreja, para  perpetuar o milagre das rosas, aprovou a Bênção das Rosas que se realiza  no dia da festa,   ou no dia 22 de cada mês, para alívio dos enfermos.
                                         Foi beatificada em 1627, ocasião em que seu corpo foi encontrado no mesmo estado em que estava no momento de sua morte, ocorrida há mais de cento e cinqüenta anos.  Seu corpo, desde 18 de maio de 1947, repousa no Santuário, numa urna de prata e cristal fabricada em 1930. As vestes que lhe serviam de mortalha estão tão perfeitas como no dia em que a envolveram..  Atualmente, os visitantes podem sentir um doce aroma que provém de seu corpo.
                                         Recentes exames médicos  afirmaram que sobre a testa, existem traços de uma ferida óssea (osteomielite).  O pé direito apresenta sinais de uma doença sofrida nos últimos anos, talvez uma inflamação no nervo ciático. Sua altura era de 1,57 m. O rosto, as mãos e os pés estão mumificados, enquanto sob o hábito da religiosa agostiniana existe, intacto, o seu esqueleto.  
                                         A sua beatificação ocorreu no ano de 1900,  sob o pontificado do Papa Leão XIII.  
ORAÇÕES À SANTA RITA DE CÁSSIA
 
PELA FAMÍLIA
Ó gloriosíssima Santa Rita, padroeira e advogada nossa, consolação das almas aflitas, modelo de esposa e mãe cristã. Vós que tivestes nesta vida um esposo terreno que purificou a Vossa virtude e agora sois esposa amantíssima de Jesus Cristo, alcançai-me de Deus a graça de conservar meu coração puro e limpo de todo pecado e levar com santa resignação a cruz do matrimônio.
Guardai, como anjo do paraíso, a religião e a piedade em minha casa e em minha família. Compadecei-vos de meu esposo e muito especialmente dos meus tenros e amados filhos. Não me abandoneis na vida e na morte para que, imitando Vossos exemplos e virtudes, possa gozar em Vossa amável companhia, da glória eterna. Amém!
 
SÚPLICA A SANTA RITA
 
Ó poderosa e gloriosa Santa Rita, eis a vossos pés uma alma desamparada que, necessitando de auxílio, a vós recorre com a doce esperança de ser atendida. Por causa da minha indignidade e de minhas infidelidades passadas, não ouso esperar que minhas preces cheguem a mover o coração de Deus e é por isto que sinto a necessidade de uma medianeira toda poderosa, e foi a vós que me dirigi, Santa Rita, com o incomparável título de "Santa das Causas Impossíveis e Desesperadas". Ó cara Santa, interessai-vos pela minha causa, intercedei junto a Deus para que me conceda a graça de que tanto necessito e que ardentemente desejo. (fazer o pedido)
Não permitais que me afaste de vossos pés sem ser atendido. Se houver em mim algum obstáculo que me impeça de obter a graça que imploro, auxiliai-me para que o afaste; envolvei minha prece em vossos preciosos méritos e apresentai-a a vosso celeste esposo em união com a vossa. Assim, enriquecida por vós, esposa fidelíssima entre as mais fiéis, por vós que sentistes as dores da sua paixão, como poderá Deus repeli-la ou deixar de atendê-la?
Ó cara Santa Rita, que jamais diminua a confiança e esperança que em vós coloquei; fazei com que não seja vã a minha súplica; obtende-me de Deus o que peço; a todos farei, então, conhecer a bondade do vosso coração e a onipotência da vossa intercessão.
E vós, coração admirável de Jesus, que sempre vos mostrastes tão sensível às menores misérias da humanidade, deixai-vos enternecer pelas minhas necessidades e, sem olhar minha fraqueza e indignidade, concedei-me a graça que tanto desejo e que por mim e comigo vos pede vossa fiel esposa Santa Rita.
Oh! sim, pela fidelidade com que Santa Rita sempre correspondeu à graça divina, por todos esses dons com os quais quisestes cumular sua alma, por tudo quanto sofreu em sua vida de esposa, de mãe, e como participante de vossa dolorosa paixão, concedei-me esta graça que me é tão necessária.
E vós, ó Virgem Maria, como nossa boa Mãe do céu, depositária dos tesouros divinos e dispensadora de todas as graças, sustentai com vossa poderosa intercessão a de vossa grande devota Santa Rita, para me alcançar de Deus a graça desejada. Assim seja!
 
NOVENA DE SANTA RITA
PRIMEIRO DIAEm nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Ó gloriosa Santa Rita, protetora nos casos impossíveis, diante de vós me prostro com humildade e confiança, a fim de que intercedais em meu favor junto do trono de Deus.
Compadecei-vos das minhas dificuldades e dores por aquela consolação celestial experimentada pelos vossos piedosos pais, quando, estéreis, dada a idade avançada que tinham, mereceram conceber-vos, qual dádiva preciosa do céu. Por isso e mais por aquele milagre das abelhas de doce sussurro, que enxamearam em derredor de vossos lábios ao recém-nascer, alcançai-me com o favor que imploro, a graça de compreender o sentido sobrenatural da dor, para poder utilizá-la em bem de minha salvação.
Três Pai Nossos, Ave e Glória.

Antífona – Exultou o espírito de Rita em Deus, seu Salvador, ao receber o Espinho de Cristo, seu Esposo.
V - Assinalastes, Senhor a vossa serva Rita.
R - Com o sinal da vossa caridade e paixão.

OREMOS
Ó Deus, que vos dignastes conceder à Santa Rita tamanha graça, que havendo ela vos imitado no amor de seus inimigos, trouxesse no coração e na fronte os sinais da vossa caridade e sofrimento, concedei, nós vos suplicamos, que pela sua intercessão e merecimentos amemos os nossos inimigos e, com o espinho da compunção, perenemente contemplemos as dores da vossa paixão. Por Cristo, Nosso Senhor Amém.

SEGUNDO DIAEm nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Ó ditosa Santa Rita, advogada e consoladora dos atribulados, com grande confiança recorro à vossa intercessão a fim de que obtenhais de Deus o favor de que necessito.
Pela heróica submissão aos vossos pais e ao vosso diretor espiritual, mediante a qual sacrificastes o lírio da virginal pureza ao estado matrimonial; assim como pela dor que experimentastes ao deixar o doméstico e solitário abrigo onde tantas consolações gozastes em contínuo colóquio com Deus - oh ! por tantos motivos de sofrimento, vos rogo que me alcanceis com a graça que imploro, o desprendimento das coisas mundanas e a mais firme esperança nas divinas promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

TERCEIRO DIAEm nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Ó Santa Rita, estupendo prodígio de fortaleza: com o coração nos lábios torno a pedir-vos que intercedais por mim a Deus, a fim de que, benigno, volva o seu olhar misericordioso sobre a minha atual atribulação.
Pelos gravíssimos insultos que recebestes, durante dezesseis anos de vosso esposo colérico e impetuoso, e pela dor que padecestes, quando barbaramente o mataram; e ainda mais pelo que sofrestes com a obstinada resolução dos vossos filhos determinados a vingar a morte do pai, peço-vos que obtenhais de Deus a necessária fortaleza para que a minha vontade, sempre animosa, nunca desfaleça no meio dos sofrimentos. Amém.

QUARTO DIAEm nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Ó Santa Rita, modelo de mansidão e intercessora poderosa nos casos impossíveis, de todo o coração me dirijo, outra vez a vossa valiosa proteção, para suplicar-vos auxilio nesta minha grande necessidade.
Pela profunda humildade com que superastes as repetidas repulsas da Superiora do Convento de Cássia, até merecerdes o milagre extraordinário de ser introduzida no mosteiro, a portas fechadas, pelos santos protetores, obtende-me de Deus que resiste aos soberbos e com os humildes distribui as suas dádivas, a graça de alcançar uma verdadeira humildade que me seja fundamento de todas as virtudes. Amém.

QUINTO DIA
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Ó Santa Rita vítima da caridade, pelo amor divino de que ora vos inflamais no céu escutai as minhas preces e tornai-as aceitáveis ao Senhor fazendo com que, benigno, volva o olhar, não sobre a minha indignidade, mas sobre a grande necessidade que me angustia.
Por todas as lágrimas que derramastes pelos pecadores, ocasião em que se vos manifestou a eficiência da oração para afastar da terra os divinos castigos que provocamos, rogai também por min ao Senhor, para que eu me torne digno de receber, com o favor que almejo, um verdadeira zelo e um constante amor pelas almas resgatadas pelo preciosíssimo sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

SEXTO DIAEm nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Ó Santa Rita, perfeito modelo de obediência, favorecida com o dom dos milagres para serdes invocada nas extremas necessidades da vida pelos filhos da dor, - por amor da exatíssima obediência com que durante um ano inteiro regastes um lenho seco, de que milagrosamente brotou robustíssima videira, e bem assim pelos muitos milagres que Deus operou para premiar a vossa submissão às ordens dos vossos superiores - ó minha doce advogada, alcançai-me de Deus que eu submeta sempre a minha vontade ao seu divino querer, repetindo com a mente e o coração as palavras de Nosso Senhor "- Não a minha, mas a vossa vontade se faça!" Amém.

SÉTIMO DIAEm nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Ó Santa Rita, verdadeira mártir do Redentor, novamente vos imploro e não cessarei de fazê-lo até que me tenhais alcançado do vosso Divino Esposo a graça que tanto almejo.
Pelo dulcíssimo êxtase e pela acerba dor que sofrestes, quando em penhor de afeto o celeste Esposo vos transpassou a fronte com um dos espinhos de sua coroa alcançai-me do divino Redentor a graça que venho pedindo, e a de meditar frutuosamente a sua amarga paixão. Amém.

OITAVO DIAEm nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Ó afortunadíssima Santa Rita, que tão privilegiada fostes na terra, com grande amor e confiança venho rogar-vos que me tornei propício o Senhor Deus, concedendo-me a graça que imploro.
Pelos suavíssimos colóquios que de continuamente gozastes com Jesus e Maria, e pela vossa freqüente familiaridade com os bem-aventurados Anjos. Oh! alcançai-me de Jesus e Maria, a quem tanto amastes na terra, a graça que espero, e especialmente a de vê-los benignos nesta vida e favoráveis no momento da minha morte. Amém.

NONO DIAEm nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Ó querida Santa Rita, angustiado pela desventura, a vós me recomendo para que me não abandoneis junto do trono do Altíssimo, nesta tribulação demasiado amarga.
Eu vo-lo peço ditoso momento em que a vossa alma se apresentou perante o divino Juiz, rica de méritos, rica de virtudes; pelo inefável convite de aditar-vos na beatífica eternidade; pelos numerosos prodígios operados por Deus, mediante a vossa intercessão; assim pelo fausto anúncio do sino do mosteiro, o qual tangido por mãos angélicas, durante horas soou, magnificando o vosso ingresso triunfal no céu.
Ó minha querida advogada e doce protetora, em vós, depois de Deus, ponho o meu refúgio na minha atual necessidade. Com a encomenda da vida passada, alcançai-me o perdão de todos os meus pecados, para que me seja dado encontrar-me convosco um ma no céu. Amém.

ORAÇÃO PARA O DIA DO ENCERRAMENTOEm nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Angustiado e com a alma oprimida por graves infortúnios, apresento-me perante a vossa santa imagem, ó minha advogada, Santa Rita, para que não cesseis de interceder por mim.
Agora, que sois ditosa na fruição do Sumo Bem, orai por mim, para que Deus se digne de conceder-me a graça que infatigavelmente solicito, a fim de poder repetir com alegria e em verdade que sois de fato a "Advogada dos casos desesperados e impossíveis." Amém.

terça-feira, 21 de maio de 2013


Missa de Pentecostes-Homilia do Papa Francisco

Praça de São Pedro
Domingo, 19 de Maio de 2013
Amados irmãos e irmãs,
Neste dia, contemplamos e revivemos na liturgia a efusão do Espírito Santo realizada por Cristo ressuscitado sobre a sua Igreja; um evento de graça que encheu o Cenáculo de Jerusalém para se estender ao mundo inteiro.
Então que aconteceu naquele dia tão distante de nós e, ao mesmo tempo, tão perto que alcança o íntimo do nosso coração? São Lucas dá-nos a resposta na passagem dos Atos dos Apóstolos que ouvimos (2, 1-11). O evangelista leva-nos a Jerusalém, ao andar superior da casa onde se reuniram os Apóstolos. A primeira coisa que chama a nossa atenção é o rombo improviso que vem do céu, «comparável ao de forte rajada de vento», e enche a casa; depois, as «línguas à maneira de fogo» que se iam dividindo e pousavam sobre cada um dos Apóstolos. Rombo e línguas de fogo são sinais claros e concretos, que tocam os Apóstolos não só externamente mas também no seu íntimo: na mente e no coração. Em consequência, «todos ficaram cheios do Espírito Santo», que esparge seu dinamismo irresistível com efeitos surpreendentes: «começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes inspirava que se exprimissem». Abre-se então diante de nós um cenário totalmente inesperado: acorre uma grande multidão e fica muito admirada, porque cada qual ouve os Apóstolos a falarem na própria língua. É uma coisa nova, experimentada por todos e que nunca tinha sucedido antes: «Ouvimo-los falar nas nossas línguas». E de que falam? «Das grandes obras de Deus».

À luz deste texto dos Atos, quereria refletir sobre três palavras relacionadas com a ação do Espírito: novidade, harmonia e missão.
1. A novidade causa sempre um pouco de medo, porque nos sentimos mais seguros se temos tudo sob controle, se somos nós a construir, programar, projetar a nossa vida de acordo com os nossos esquemas, as nossas seguranças, os nossos gostos. E isto verifica-se também quando se trata de Deus. Muitas vezes seguimo-Lo e acolhemo-Lo, mas até um certo ponto; sentimos dificuldade em abandonar-nos a Ele com plena confiança, deixando que o Espírito Santo seja a alma, o guia da nossa vida, em todas as decisões; temos medo que Deus nos faça seguir novas estradas, faça sair do nosso horizonte frequentemente limitado, fechado, egoísta, para nos abrir aos seus horizontes. Mas, em toda a história da salvação, quando Deus Se revela traz novidade – Deus traz sempre novidade – , transforma e pede para confiar totalmente n’Ele: Noé construiu uma arca, no meio da zombaria dos demais, e salva-se; Abraão deixa a sua terra, tendo na mão apenas uma promessa; Moisés enfrenta o poder do Faraó e guia o povo para a liberdade; os Apóstolos, antes temerosos e trancados no Cenáculo, saem corajosamente para anunciar o Evangelho. Não se trata de seguir a novidade pela novidade, a busca de coisas novas para se vencer o tédio, como sucede muitas vezes no nosso tempo. A novidade que Deus traz à nossa vida é verdadeiramente o que nos realiza, o que nos dá a verdadeira alegria, a verdadeira serenidade, porque Deus nos ama e quer apenas o nosso bem. Perguntemo-nos hoje a nós mesmos: Permanecemos abertos às «surpresas de Deus»? Ou fechamo-nos, com medo, à novidade do Espírito Santo? Mostramo-nos corajosos para seguir as novas estradas que a novidade de Deus nos oferece, ou pomo-nos à defesa fechando-nos em estruturas caducas que perderam a capacidade de acolhimento? Far-nos-á bem pormo-nos estas perguntas durante todo o dia.
2. Segundo pensamento: à primeira vista o Espírito Santo parece criar desordem na Igreja, porque traz a diversidade dos carismas, dos dons. Mas não; sob a sua ação, tudo isso é uma grande riqueza, porque o Espírito Santo é o Espírito de unidade, que não significa uniformidade, mas a recondução do todo à harmonia. Quem faz a harmonia na Igreja é o Espírito Santo. Um dos Padres da Igreja usa uma expressão de que gosto muito: o Espírito Santo «ipse harmonia est – Ele próprio é a harmonia». Só Ele pode suscitar a diversidade, a pluralidade, a multiplicidade e, ao mesmo tempo, realizar a unidade. Também aqui, quando somos nós a querer fazer a diversidade fechando-nos nos nossos particularismos, nos nossos exclusivismos, trazemos a divisão; e quando somos nós a querer fazer a unidade segundo os nossos desígnios humanos, acabamos por trazer a uniformidade, a homogeneização. Se, pelo contrário, nos deixamos guiar pelo Espírito, a riqueza, a variedade, a diversidade nunca dão origem ao conflito, porque Ele nos impele a viver a variedade na comunhão da Igreja. O caminhar juntos na Igreja, guiados pelos Pastores – que para isso têm um carisma e ministério especial – é sinal da ação do Espírito Santo; uma característica fundamental para cada cristão, cada comunidade, cada movimento é a eclesialidade. É a Igreja que me traz Cristo e me leva a Cristo; os caminhos paralelos são muito perigosos! Quando alguém se aventura ultrapassando (proagon) a doutrina e a Comunidade eclesial – diz o apóstolo João na sua Segunda Carta – e deixa de permanecer nelas, não está unido ao Deus de Jesus Cristo (cf. 2 Jo 1, 9). Por isso perguntemo-nos: Estou aberto à harmonia do Espírito Santo, superando todo o exclusivismo? Deixo-me guiar por Ele, vivendo na Igreja e com a Igreja?
3. O último ponto. Diziam os teólogos antigos: a alma é uma espécie de barca à vela; o Espírito Santo é o vento que sopra na vela, impelindo-a para a frente; os impulsos e incentivos do vento são os dons do Espírito. Sem o seu incentivo, sem a sua graça, não vamos para a frente. O Espírito Santo faz-nos entrar no mistério do Deus vivo e salva-nos do perigo de uma Igreja gnóstica e de uma Igreja narcisista, fechada no seu recinto; impele-nos a abrir as portas e sair para anunciar e testemunhar a vida boa do Evangelho, para comunicar a alegria da fé, do encontro com Cristo. O Espírito Santo é a alma da missão. O sucedido em Jerusalém, há quase dois mil anos, não é um facto distante de nós, mas um facto que nos alcança e se torna experiência viva em cada um de nós. O Pentecostes do Cenáculo de Jerusalém é o início, um início que se prolonga. O Espírito Santo é o dom por excelência de Cristo ressuscitado aos seus Apóstolos, mas Ele quer que chegue a todos. Como ouvimos no Evangelho, Jesus diz: «Eu apelarei ao Pai e Ele vos dará outro Paráclito para que esteja sempre convosco» (Jo 14, 16). É o Espírito Paráclito, o «Consolador», que dá a coragem de levar o Evangelho pelas estradas do mundo! O Espírito Santo ergue o nosso olhar para o horizonte e impele-nos para as periferias da existência a fim de anunciar a vida de Jesus Cristo. Perguntemo-nos, se tendemos a fechar-nos em nós mesmos, no nosso grupo, ou se deixamos que o Espírito Santo nos abra à missão. Recordemos hoje estas três palavras: novidade, harmonia, missão.
A liturgia de hoje é uma grande súplica, que a Igreja com Jesus eleva ao Pai, para que renove a efusão do Espírito Santo. Cada um de nós, cada grupo, cada movimento, na harmonia da Igreja, se dirija ao Pai pedindo este dom. Também hoje, como no dia do seu nascimento, a Igreja invoca juntamente com Maria: «Veni Sancte Spiritus… – Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor»! Amém.

domingo, 21 de abril de 2013


Para Refletir

Não adoro cruzes
Padre Zezinho, SCJ
Ele era de outra igreja e apostrofou-me à queima roupa:
- Você adora ou não adora cruzes? Sua Igreja até reza isso na semana santa!
Olhei com calma e disse:
-Se prometer não me interromper, eu explico. Prometeu.
Então eu lhe disse:
- Você tem carinho especial pela sua Bíblia. É justo que tenha. Aprende nela! Eu aprendo com a Bíblia e com a cruz. Esta cruz pequena aqui no meu peito, eu não adoro, nem aquele enorme cruzeiro lá no morro, nem cruzes nas salas ou nas torres de igreja. São obras de marceneiros, carpinteiros e artesãos. Eu não poderia adorá-las porque são apenas objetos de devoção. Ela lembram Jesus, mas Jesus não está nelas. Se pegarem fogo Jesus não se queimará.
Mas, como você diz que adora Jesus, e que o sangue de Jesus tem poder e por isso mesmo adora Jesus, entenderá que aquela cruz na qual ele morreu tornou-se especial, porque seu sangue escorreu por ela. Eu nunca cheguei perto dela ou do que dizem que ainda existe dela. Então, recorro a símbolos.
Aquela cruz única empapada com o sangue redentor do Cristo foi madeiro santificado. Se eu chegasse perto de um pedaço dela eu o beijaria com a maior reverência, em memória do sangue que escorreu por aquele lenho. Ao adorar aquele sangue do meu Senhor misturado ao lenho onde ele morreu eu estaria, sim, adorando tudo o que teve a ver com a morte dele por nós.
Quando digo que adoro a santa cruz não falo desta aqui, nem de milhões de pequenas cruzes espalhadas pelo mundo. Estou pensando naquele sangue derramado numa delas e naquela cruz especial que foi testemunha do maior amor do mundo. Esta aqui que você vê no meu peito não teve o sangue dele a escorrer por ela. É simbólica e é sinal de gratidão. Esta, eu reverencio, porque aponta para a outra e para quem morreu na outra. A outra que eu nunca vi, eu venero de maneira muito especial. Gostaria de chegar perto, ao menos da parte que dizem que restou dela! Se você soubesse que ainda existe o rolo da lei que Jesus leu e logo após anunciou sua missão, como você o trataria? Como um documento qualquer?
Olhou-me assombrado e disse: – “Faz sentido!” De vez em quando, havendo tempo, a gente toma um café ecumênico na padaria de um senhor espírita…É… Pois é!

O papa Bento XVI no livro DIO E IL MONDO diz que Jesus não veio ao mundo fazer milagres e, sim, ensinar a conviver e anunciar o reino. Sua Palavra eram seus maiores milagres. De certa forma devolver a vista é mais fácil do que devolver a paz. E foi por isso que duas vezes Jesus perdoou e curou com um solene: não tornes a pecar. ( Jo 5,14; Jo 8,11)- Padre Zezinho, SCJ
O mesmo Deus que mandou fazer dois querubins de ouro e outras imagens, aprovou a destruição do bezerro de ouro. Moisés quebrou as tábuas da lei. Era como se hoje um pastor ou um padre rasgassem uma bíblia de maneira dramática para seu povo entender o que é adoração e o que é idolatria. Moisés fez isso. Padre Zezinho, SCJ
Quando alguém me acusa de idólatra por ter imagem eu o acuso de incendiário por ter fósforos em casa. Ele responde que sabe usar o fogo com responsabilidade. E eu retruco que eu também sei o que fazer com as imagens. De quebra mando ler umas dez passagens da Bíblia!-Padre Zezinho, SCJ
Siga Jesus, e ouça os seus pregadores, mas não acredite nos que dão o endereço e a hora para o milagre, ou para o exorcismo. Demônio que só se manifesta diante das câmeras, ao comando do apresentador e com hora marcada, é suspeito. Nem todo demônio de palco, de rádio e de televisão é demônio de verdade. É criação do pregador para mostrar que tem autoridade. Demônio de holofote em geral é mais obediente que cão amestrado. Seguramente ele leu o script e o roteiro. O demônio real é bem mais desobediente! Eu acreditaria mais na missão e no poder dos que expulsam demônios via satélite, e diante das câmeras, se de vez em quando eles não conseguissem. Milagres e exorcismos, com hora marcada, que sempre exaltam o pregador, tem cheiro de charlatanismo. Nem os apóstolos conseguiram sempre. (Mt 17,15-20) Os de hoje conseguem mais do que os apóstolos conseguiam. Não é estranho? Jesus diz que isso não vai impressioná-lo no dia do julgamento( Mt 7,22) Não será um sinal de santidade ou de eleição! Deixa claro que muita gente enganará o povo com falsos milagres e falsos exorcismos. Ele já previa tudo isso! ( Mt 24,24) – Padre Zezinho, SCJ
Tenha isso em mente. Bíblia é livro não é porrete. Usá-la para atacar os outros, é transformá-la em arma de agressão. Use a sua Bíblia para dialogar sobre a versão da sua Igreja e a versão da Igreja dos outros. Se este livro não gerar dialogo e fraternidade, vira porrete e se virar porrete, transforma o pregador em provocador. Diálogo é bom. Debate acaba em provocação verbal. Não aceito nunca ir a debates. Menos ainda, na televisão. Há o debate que é positivo, mas depende de quem o modera. Quando o debate é usado como estratégia de segurar a audiência, é melhor não ir. Há muitas maneiras de provocar: podemos chamar para a briga, para a reflexão ou para a conversão. Com diálogo, tudo é mais sereno. Não há outro caminho para o céu senão o diálogo com Deus, consigo mesmo e com os outros. O amor consiste nisso!
Padre Zezinho, SCJ
Muitos irmãos cristãos só se lembram da passagem em que Moisés mandou destruir um bezerro de ouro por ser um uso idolátrico, mas não se lembram das outras passagens, em que Deus mandou fazer dois querubins de ouro, na arca da aliança. Só interessa a passagem onde é proibido? Não interessa onde é permitido. São crentes sinceros ou não são? Querem a verdade ou não querem ? Pregam a verdade ou só a parte que interessa ao seu grupo?  O mesmo Deus que mandou fazer dois querubins de ouro e outras imagens aprovou a destruição do bezerro de ouro. Moisés quebrou as tábuas da Lei. Era como se hoje um pastor ou um padre rasgassem uma Bíblia, para seu povo entender o que é adoração e o que é idolatria. Moisés fez isso. Escandalizou, mas fez pensar. O povo podia ter imagens desde que não as adorasse e desde que apontassem para o verdadeiro Deus e não para um falso deus.
Padre Zezinho, SCJ
“Foi cômico, mas valeu. O fanático apontou para cruz no meu peito e me perguntou se eu sabia o que estava fazendo como aquele ídolo. Apontei para a Bíblia dele e lhe perguntei se ele sabia o que estava fazendo com um livro tão santo debaixo das axilas? Aquilo não era lugar para um livro tão santo! Eu cultivava no peito, em forma de cruz, a memória da morte de Cristo por mim e ele carregava esta memória escrita no sovaco. E daí?  Sentiu-se desrespeitado. E eu lhe disse – Você começou a me desrespeitar quando em troca de nada  me acusou de idólatra só porque viu uma cruz no meu peito. Pecou contra Mateus 7,1. Julgou-me sem ter esse direito! Acusou-me de idólatra e me caluniou! Nós dois somos cristãos e está na hora de aprendermos a  ser irmãos. Respeito é bom e eu gosto!  Nunca mais nos vimos. Mas espero que ele nunca mais tenha agredido quem traz uma cruz no peito! Acho bonito ver quem traz a Bíblia debaixo do braço. Espero que ele também ache bonito ver que eu cultivo a memória do imenso amor de Cristo por nós. Afinal, Paulo disse que pregava um Cristo crucificado pedra de tropeço para os judeus e loucura para os olhos dos pagãos.( Rm 1,23) Cristãos de verdade não deveriam se incomodar  com o irmão que leva um cruz no peito!”
Padre Zezinho, SCJ
Jesus é o nosso porquê. Eu sou católico porque acredito que Jesus Cristo é o Filho de Deus e pode mudar este planeta. Maria, os santos, os sinais, pra mim, são conseqüências de Jesus; existiram por causa dele, por ele e nele. É por isso, que eu digo que sou católico: por causa de Jesus Cristo. Maria, os santos, as velas, o terço são conseqüência. Não são a primeira razão”. – Padre Zezinho, SCJ
“Costumo orar a Jesus, para que fale por mim ao Pai. Isso está na Bíblia. Se eu posso rezar desse jeito, porque a mãe dele Maria poderia? Porque está morta e esperando ser salva? E Jesus até agora não conseguiu levar nem mesmo a mãe dele para o céu? Mas que cristianismo é esse? É isso que me distingue como cristão católico. Eu creio na passagem em que Jesus disse que viria buscar os que ele ama. Não disse que seria cem mil anos depois de sua morte!”  ( Jo 14,3) – Padre Zezinho, SCJ
“Devemos seguir Cristo por aquilo que Ele é e não por aquilo que Ele pode nos dar”
Citação do livro “Palavra e Vida 2012 – Instituto dos Frades de Emaus
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Sou dos que não sabem crer sozinhos. Por isso escolhi a Igreja Católica para crer com ela. Se outros escolhem outra igreja é um direito deles. Terão meu respeito. Só não aceito que me digam que são mais sábios ou mais santos porque aderiram a uma outra igreja. Pode ter certeza que entrarei no debate. Nem eles gostam que se fale mal da mãe deles, nem eu da minha!
Padre Zezinho,SCJ
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Na Hora de Nossa Morte

Padre Zezinho, SCJ
Nós, católicos, como todo e qualquer ser humano, não sabemos como e quando será o nosso fim. Por isso é que oramos a Maria todos os dias para que ore conosco e rogue por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Cremos em intercessores da terra e em intercessores do céu. Mas apostamos mais nas orações de quem já está salvo. Irmão que não crêem que há gente no céu, e que apostam que todo mundo esta dormindo o sono dos justos não pedem ajuda de intercessores do céu, a não ser que sejam anjos… Nós cremos no poder salvífico de Cristo que, se pode ressuscitar Lázaro, a menina e o rapaz, ali mesmo no ato, pode nos levar para o céu quando quiser. Damos mais destaque ao virei e levarei comigo ( ) do que ao soar a ultima trombeta. Como sempre, a escrituras sugerem leituras… E há leitores que entendem que a morte não no fará esperar séculos até o fim dos tempos. Ela nos levará para onde Jesus está. Maria, a mãe dele é a primícia dos que ele santificou. Então oramos a ela a respeito deste assunto de morrer bem. Ela estava ao pé da cruz e ela morreu bem…
A Ave Maria, é uma das orações mais realistas de todas as orações dos cristãos. É tipicamente católica. Evangélicos não a rezam. Direito deles, direito nosso! Entre nós, junto à prece do Pai Nosso que encontra paralelo no Hagadish dos hebreus, o texto “não nos deixeis cair em tentação mais livrai-nos do mal” soa em harmonia com “rogai por nó pecadores”. Estão cheias de injunções psicológicas.
Sozinhos não conseguiremos. Por isso pedimos ajuda. Não deixa de ser atitude inteligente. Os que acham que conseguirão sozinhos sem ajuda de irmãos daqui e de irmão de lá prossigam. Faço parte dos que admitem que precisam de intercessores, aqui e lá! Ainda não aprendeu a orar como deveria…

quinta-feira, 18 de abril de 2013


O Milagre da Fé

Padre Inácio José do Vale, OSBM
“Fé é crer no que não vemos. O prêmio da fé é ver o que cremos”.
Santo Agostinho de Hipona
Bispo e Doutor da Igreja
A fé é um fundamento. É o fundamento daquilo que esperamos, mas, que não podemos ver (Hb 11,1). Nós fomos, gratuitamente, salvos mediante a fé em Jesus (Ef 2,8), e, “é pela fé que alguém se torna herdeiro” (Rm 4,16). “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11,6), e, os vencedores do mundo serão aqueles que crêem que Jesus é o Filho de Deus (1 Jo 5,5). Portanto, definitivamente, nós precisamos de fé.
A fé é um dom de Deus e Ele no-la dá dando-se a Si mesmo a nós. E nós demonstramos nossa aceitação desse dom de Deus, dando vidas para Jesus. Assim, participando desse relacionamento pessoal com o Pai, com o Filho e com o Espírito Santo, é que realmente nos aprofundamos na fé.

Se nós resistimos á tentação de termos o total controle das nossas vidas e não tentamos conseguir tudo por nós mesmos, nos aprofundaremos na fé em Deus, através de Sua própria orientação. Se assumirmos, efetivamente, nossa cruz diária nos aprofundaremos na fé em Jesus crucificado e caminharemos com menos temor. Se deixarmos nos conduzir pela Palavra de Deus (Lc 1,38), nos aprofundaremos na fé no Espírito Santo, que nos ensina (Jo 14,26) a ouvi-Lo através da palavra (Rm 10,17).
O propósito da vida é ter fé, crescer na fé e caminhar pela fé em Deus (2 Cor 5,7). Nada mais. Será que quando voltar pela segunda e última vez, Ele “acaso achará fé sobre a terra?” (Lc 18,8).
“A fé provém da pregação e a pregação se exerce em razão da palavra de Cristo” (Rm 10,17).
Como São Jerônimo dizia: “Ignorar as Escrituras é ignorar Cristo”, assim, se não conhecemos a Bíblia ou não buscamos conhece-la, torna-se incorreto dizermos que mantemos um relacionamento pessoal profundo com Jesus. Além do mais, esta falta de aprofundamento, também demonstra que ainda não temos a devida fé e que ainda não anunciamos a palavra Dele como deveríamos.
Ter fé, portanto, é ter um relacionamento pessoal tão estreito com Jesus, que a Sua palavra é a única palavra que nos interessa ouvir a seguir. A leitura constante da Bíblia nos direciona para isto e é o nosso primeiro passo no estreitamento definitivo, é anunciar a Sua palavra, para que outros venham a conhecê-Lo e possam segui-Lo.
Disse Jesus: “Vem e segue-me” (Mt 19,21). Seguir Jesus Cristo é ter fé em Sua Pessoa: “Sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15,5), é acreditar nos seus ensinos: “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo, quando vos ordenei” (Mt 28,18-20).
Quem segue Jesus Cristo, segue por amor e tem Ele como Mestre, Senhor e Salvador. Os discípulos do Divino Mestre têm a salutar doutrinação de repudiar qualquer outro mestre e outros ensinos de líderes sectários e suas crendices. Fora de Cristo a fé é morta e a crendice é ‘esperta’ para enganar terrivelmente.
“Todavia é necessário distinguir entre fé e crendice. Esta é um sentimento irracional, que deteriora o conceito de fé, seja citada a superstição do número 13. A fé, ao contrário, é um ato da inteligência humana que se aplica ao Ser mais nobre ou Supremo: Deus. A crendice engana e frustra, ao passo que a fé nobilita e tende a levar o homem à perfeição que lhe é possível ou á santidade”, afirma o renomado teólogo beneditino Dom Estêvão Bettencourt (PR, Nº 542, p. 366).
FÉ E TRADIÇÃO
“A fé equivale a um patrimônio eterno”.
Santo Ambrósio de Milão
Bispo e Doutor da Igreja
A essência do ato de fé é a adesão da inteligência ás verdades reveladas por Deus, em virtude da autoridade d’Aquele que as revela. Não se crê porque o conteúdo da fé seja evidente, nem porque ele esteja de acordo com as aspirações e as exigências pessoais ou atuais. A razão formal da fé é o fato de ser ela revelada por Deus, e o respeito de nossa inteligência lhe é devido, porque Ele não pode nem Se enganar nem nos enganar.
A Revelação divina nos é transmitida e claramente interpretada pelo Magistério infalível da igreja, ao qual devemos um assentimento humilde e filial, seja quando se exprime em sua forma extraordinária, seja em sua forma ordinária. Não é possível que a igreja se tenha enganado, ensinado durante séculos uma verdade ou condenado durante séculos um erro. Devido a sua origem divina, a fé alcança uma certeza que o conhecimento humano mais evidente não pode atingir (uma certeza, nós repetimos, devida Aquele que revela, e não à evidência intrínseca daquilo que é revelado). Sempre por causa dessa origem divina, quem quer que negue um só artigo da fé corta a fé pela base, como explica Santo Tomás com clareza: “aquele que não adere, como a uma regra infalível e divina, ao ensinamento da Igreja, [...] não tem o habitus da fé. Se ele admite verdades de fé, é por outra razão  diferente da verdadeira fé. [...] Fica claro também que quem adere ao ensinamento da Igreja como a uma regra infalível, dá seu assentimento a tudo que a Igreja ensina. Caso contrário, se ele admite somente o que quer, e não admite o que não quer, a partir desse momento ele não adere mais ao ensinamento da Igreja como a uma regra infalível, mas adere à sua vontade própria” (Summa Th., II-II, q. V. a.3).
Ora, é claro que, por causa da natureza estável da verdade e d’Aquele que revela ninguém, nem no seio da igreja nem fora dela, jamais poderá se outorgar o poder de ensinar alguma coisa diferente ou aposta ao que a Igreja recebeu de Nosso Senhor e transmitiu ao longo dos séculos.
São Vicente de Lérins respondia assim aos que temiam que isso impedisse o progresso na Igreja: “Não haverá jamais nenhum progresso na religião e, portanto na Igreja do Cristo? Certamente, haverá um progresso, e até um progresso considerável! [...] Mas com a condição de que se trate de um verdadeiro progresso para a fé, e não de uma mudança: há progresso quando uma realidade cresce permanecendo idêntica a si mesma. Há mudança quando uma coisa se transforma em outra.” (Commonitorium, XXXIII, 1-2).
A nossa santíssima fé esta conectada na Sagrada Escritura, Sagrada Tradição no Sagrado Magistério.
Escreve São Paulo Apóstolo: “Portanto, irmãos, ficai firmes; guardai as tradições que vos ensinamos oralmente ou por escrito” (2 Ts 2,15).
CONCLUSÃO
A fé é um grande milagre do bom Deus. Por ela somos justificados e temos paz e felicidade com a Santíssima Trindade, conosco e com o próximo.
A fé é a base e a posse de todo bem. Pela fé compreendemos o escopo do mundo imanente e transcendente.
O ser humano só pode ser realizado na espiritualidade da fé cristã.
É a santíssima fé o fundamento abissal que dá sentido pleno a vida.
Entender tudo isso, significa se aprofundar demasiadamente na dimensão espiritual da fé. Aqui se encontra tudo que uma alma precisa para ser salva.
A fé é a opulência da alma e a maior engenharia da construção da inteligência humana.
Tudo em nós é iluminado pela fé, cuja fonte é a luz de Cristo.
Vivemos pelo milagre da fé na Santíssima Trindade. “E ESTA É A VITÓRIA QUE VENCE O MUNDO: A NOSSA FÉ (1 Jo 5,4).