Medite. Reze. Guarde no coraçã
Aspirações
- Amar muito a Deus
- Estar sempre unido a Deus.
- Fazer tudo por Deus.
- Amar tudo por Deus
- Conformar-me sempre com a vontade de Deus.
- Aprender a sofrer muito por Deus.
| Deus, nosso Pai, seduziste São Geraldo Magela e ele se deixou seduzir a ponto de transformar toda sua vida em constante "SIM" ao vosso amor e à vossa vontade. Fortificai-me, misericordioso Deus, sob o olhar amigo de São Geraldo, no desejo de seguir fielmente os passos de Jesus, na vivência cotidiana do Evangelho e na construção do Reino de Deus,. Pela intercessão de São Geraldo, concedei-me, ainda, esta graça (...) que de Vós confiante espero, a fim de poder servir-Vos, ó Deus, e aos irmãos. Amém.. | |
Oração a São Geraldo
Ó São Geraldo, celestial amigo dos infelizes, ao nos lembrarmos dos grandes milagres que operastes em vida, aumentados admiravelmente após a vossa preciosa morte, quer nos parecer que eles nos clamam: Confiança! Confiança! Tenham confiança!
Bem sabemos que é grande o favor que pedimos e muito acima de nossos merecimentos. Reconhecemos até sermos mais dignos de castigos que favores; pois sem dúvida é justa a punição de nossos pecados, o bem que nos falta e as aflições e dificuldades que nos fazem suplicar. De certo, atraímos sobre nós e sobre aqueles que nos são caros a ira de Deus, transgredindo voluntariamente os preceitos divinos e permitindo que outros também o fizessem. Choramos agora todas as nossas culpas.
Pedi, ó carinhoso São Geraldo, pedi ao bom Pai Celeste que nos perdôe. Ainda que seja justo sermos castigados por nossos pecados, afastai de nós e de nossos queridos os flagelos da justiça divina.
Alcançai-nos, pelos méritos das sublimes virtudes que vos fizeram eterno amigo de Deus, a graça que com toda confiança pedimos por esta oração. Ó São Geraldo, nosso amigo, nosso milagroso benfeitor, rogai por nós a Jesus e Maria, e seremos certamente atendidos.
Rezar 9 Ave-Maria e 3 Glória ao Pai.
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Oração da Mãe a São Geraldo
Glorioso São Geraldo, que viste em cada mulher a imagem de Maria, esposa e mãe de Deus, e quiseste que todas estivessem à altura de sua missão, e as auxiliaste com teu apostolado, abençoa-me e a todas as mães do mundo.
Faze-nos fortes para que possamos manter unidas nossas famílias.
Socorre-nos na difícil tarefa de educar cristãmente os filhos.
Dá aos maridos a coragem da fé e do amor para que, com teu exemplo e confortados com teu auxílio, possamos ser instrumentos de Jesus para tornar o mundo melhor e mais justo.
De modo especial, socorre-nos nas doenças, na dor e em todas as necessidades.
Dá-nos a força de aceitar tudo de modo cristão, para que possamos também nós ser imagem de Jesus crucificado como tu o foste.
Dá a nossas famílias a alegria, a paz e o amor de Deus.
Amém!
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Oração pedindo o dom da Maternidade
São Geraldo, quando estavas aqui na terra, fizeste sempre a vontade de Deus conformando-te a ela até ao heroísmo. E Deus te glorificou realizando obras maravilhosas por teu intermédio.
Também eu quero procurar sempre a vontade de Deus e a ela quero me sujeitar com todas as minhas forças.
Mas intercede por mim diante de Deus. Ele, que é o Doador da Vida, me conceda o dom da maternidade. Faça também de mim um instrumento de sua criação. Dá também a mim a alegria de apertar nos braços uma criatura minha, para cantarmos juntos a glória de Deus.
São Geraldo, não me abandones. Escuta minha oração. Torna fecundo meu amor, que o próprio Deus abençoou no dia da celebração de meu matrimônio.
Se intercedes por mim, tenho certeza de que logo também na minha casa haverá um alegre choro de criança que testemunhará o amor de Deus pela humanidade.
É o que desejo e espero, se for esta a vontade de nosso Deus.
Amém
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Oração nas dificuldades temporais
Amém.
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Oração pela Maternidade em Perigo
São Geraldo, sabes quanto pedi para que também em mim acontecesse o milagre da vida. e quanto me alegrei quando senti os primeiros movimentos e tive a certeza de que meu corpo se tornara templo de uma nova vida.
Mas sabes também que a criatura que está dentro de mim corre perigo, e que minha tão esperada gravidez corre risco de ser interrompida.
São Geraldo, conheces minha expectativa e minha aflição. Não permitas portanto, que minha alegria se transforme
São Geraldo, tenho certeza de tua intercessão. Em ti confio, em ti espero.
Amém.
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Oração por um doente querido
São Geraldo, quanto mais medito em vossa vida, tanto mais penso
E ninguém voltava desconsolado, pois vosso coração misericordioso se espelhava no de Jesus. Vós vos transformastes em lugar-tenente de Jesus Cristo. E ainda hoje é assim. O amor infinito Deus para conosco faz com que milhares e milhares se dirijam a vós, no intuito de alcançar não só favores espirituais, mas também cura e saúde para seus caros enfermos.
São Geraldo, o Espírito de Deus me inspira a recorrer a vós em favor desse doente querido. (Nomear aqui o enfermo ou os enfermos da cura você deseja pedir: pai, mãe, irmão, irmã, filho, filha, amigo, amiga, etc.)
Recomendo-os a vós, do fundo do coração, para se manifestar em nosso auxílio a glória de Deus.
Santíssima Trindade, em cujo nome Geraldo distribuía favores, atendei a meus pedidos em favor do querido enfermo, e seja-vos dada honra e glória por todos os séculos dos séculos.
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Terço Milagroso de São Geraldo
Na Cruz:
O Credo
Ó Milagroso São Geraldo,
Por amor a Jesus Cristo, socorrei-nos, São Geraldo!
Termina com uma Salve Rainha.
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Este blog tem a finalidade de fornecer aos meus catequisandos conhecimentos da fé que comungamos.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
SÃO GERALDO MAGELA UM EXEMPLO DE PERSEVERANÇA
Geraldo Magela, filhos de pais católicos, Domingos Magela e Benedita Magela que era lavadeira. Família do sul da Itália e sem muitos bens. Geraldo nasceu em 6 de abril de 1726. Era uma criança admirável e na juventude um jovem estudioso. Possuía desde a infância um caráter de santidade era bondoso e muito piedoso.
Por causa da situação pobre em que viviam, seus pais logo trataram de ensinar uma profissão à Geraldo. Se tornou alfaiate por profissão, aprendendo o ofício com seu professor Martin Pannuto.
Depois trabalhou para o bispo D. Albino, foi aí que Geraldo sofreu as mais profundas privações. Pois o bispo era possuído de caráter temperamental e maltratava muito Geraldo, fazendo-o trabalhar como um escravo, sob muitos xingamentos. Ele tudo suportou e ao contrário tratava o bispo com respeito e amor, oferecendo seus sofrimentos a Jesus. Oferecia jejuns e orações sempre.
Sua humildade e bondade surpreendia a todos. Depois montou uma alfaiataria, foi bem sucedido mas não ganhava muito dinheiro. O que desejava era ir para o convento mas não tinha idade e era franzino.
Desde pequeno queria ter uma profunda união com Jesus. Sempre estava com seus pais na igreja e desde pequeno desejava comungar Jesus na Eucaristia.
De um nobre coração e de alma elevada, Geraldo sempre fazia visitas periódicas ao Santíssimo Sacramento. E conta-se que foi em uma dessas visitas que que recebeu a Eucaristia das mãos do próprio Cristo, que lhe apareceu em forma de menino. Tamanho era seu desejo de fazer a primeira comunhão, mas não tinha adquirido a idade necessária. Conta-se que várias vezes quando era criança não saía da Igreja e quando perguntava o que ele fazia de tanto na igreja, Geraldo respondia que estava brincando com o menino Jesus.
Por causa da situação pobre em que viviam, seus pais logo trataram de ensinar uma profissão à Geraldo. Se tornou alfaiate por profissão, aprendendo o ofício com seu professor Martin Pannuto.
Depois trabalhou para o bispo D. Albino, foi aí que Geraldo sofreu as mais profundas privações. Pois o bispo era possuído de caráter temperamental e maltratava muito Geraldo, fazendo-o trabalhar como um escravo, sob muitos xingamentos. Ele tudo suportou e ao contrário tratava o bispo com respeito e amor, oferecendo seus sofrimentos a Jesus. Oferecia jejuns e orações sempre.
Sua humildade e bondade surpreendia a todos. Depois montou uma alfaiataria, foi bem sucedido mas não ganhava muito dinheiro. O que desejava era ir para o convento mas não tinha idade e era franzino.
De um nobre coração e de alma elevada, Geraldo sempre fazia visitas periódicas ao Santíssimo Sacramento. E conta-se que foi em uma dessas visitas que que recebeu a Eucaristia das mãos do próprio Cristo, que lhe apareceu em forma de menino. Tamanho era seu desejo de fazer a primeira comunhão, mas não tinha adquirido a idade necessária. Conta-se que várias vezes quando era criança não saía da Igreja e quando perguntava o que ele fazia de tanto na igreja, Geraldo respondia que estava brincando com o menino Jesus.
Nas missas gostava de escutar atentamente às pregações que o padre fazia, era muito dedicado. Mas seu chamado vocacional começou quando houve as Santas Missões, feitas pelos missionários redentoristas na região em que vivia.
Desde menino queria entrar para o seminário, mas não tinha idade suficiente, por várias vezes foi recusado, por causa da sua condição física, Geraldo era muito fraquinho.
Foi então que ele decidiu fujir para o seminário, de onde mais tarde se tornou irmão redentorista. SeU formador de noviciado foi o padre Céfaro.
Deram a Geraldo os cargos mais humildes, inclisive de cuidar da portaria do convento. Nessa sua humilde missão ele converteu muitas pessoas. Geraldo também era um grande pregador. Meditador sobre a paixão de Jesus Cristo e a salvação.
Deram a Geraldo os cargos mais humildes, inclisive de cuidar da portaria do convento. Nessa sua humilde missão ele converteu muitas pessoas. Geraldo também era um grande pregador. Meditador sobre a paixão de Jesus Cristo e a salvação.
Foi muito maltratado pelos seus superiores. As pessoas que na época ouviam-o pregar diziam que ele parecia levitar quando falava de Jesus e de Nossa Senhora. Geraldo gostava de Jesus na Eucaristia.
Sofreu calúnias. Conta-se que uma moça, Mera Caggiano, a qual ele a atendia, não gostando da disciplina do convento, começou a caluniar muitas freiras e até caluniou Geraldo de a assediar. Isto gerou um processo disciplinar que levou Geraldo até Santo Afonso fundador da Ordem e superior geral. O qual o privou de receber à comunhão. Geraldo tudo suportou. Mesmo sabendo que aquele era o pior castigo, ficar sem o que ele mais gostava de receber, a Eucaristia.
Mais tarde foi absolvido, porque às pressas, na hora da morte, a mulher confessando-se contou toda a verdade.
Serviu como ajudante de alfaiate no convento.
Mais tarde foi absolvido, porque às pressas, na hora da morte, a mulher confessando-se contou toda a verdade.
Serviu como ajudante de alfaiate no convento.
Conta que certa vez houve uma grande fome na região, faltava dinheiro, e o convento passava por muitas dificuldades pois não tinha alimento para os pobres e para eles. Foi então que Geraldo correu até o Sacrário, bateu na porta do Sacrário e disse: "Senhor eu sei que estás aí dentro, veja que não temos dinheiro para socorrer os pobres então eu conto com tua ajuda!"
Misteriosamente no outro dia quando levantaram para as orações matinais encontram um saco com muito dinheiro.
Ainda é de espantar a fé deste santo, quando cuidava dos doentes terminais, ele rezava e pedia a Jesus que passasse a dor do paciente para ele para que os mesmo pudessem amenizar sua dor, e Jesus lho concedia que sofresse com seus doentinhos. Geraldo se entregava a dor por amor aos doentes.E ficava feliz.
Por uma calúnia que lhe levantaram, Geraldo foi privado de receber a Eucaristia e isso lhe causou muito sofrimento até que as coisas fossem esclarecidas. Mas nunca desistiu, nunca se revoltou, nunca desobedeceu, somente amou. Confiava sempre na misericórdia de Deus e era alcançada por ela.
E nas tentações, era fortemente assistido por esse amor; sempre cuidadoso com os pobres. Grande devoto de Nossa Senhora. Quando pregava, diziam que sua voz era tão doce como um anjo.
Muitas lendas cercam a história dos santos mas, os relatos aqui descritos são tirados de sua biografia feitas pela própria Congregação dos Missionários Redentoristas, aos quais, também se registra muitos testemunhos.
Muitas lendas cercam a história dos santos mas, os relatos aqui descritos são tirados de sua biografia feitas pela própria Congregação dos Missionários Redentoristas, aos quais, também se registra muitos testemunhos.
Foi declarado Venerável pelo Papa Pio IX em 1893, depois declarado Beato logo pelo Papa Laão XIII e canonizado em 11/12/1904 pelo papa Pio X com o nome de São Geraldo Magela.
É difícil não recorrer a São Geraldo em alguma necessidade e não ser atendido. E o número de pessoas com seu nome cresceu rapidamente.
No dia de seu falecimento, 16 do mês de outubro celebramos a sua festa, mês dedicado às missões temos esse exemplo de missionário. Geraldo mais pregava com a vida, com suas atitudes de amor. Com sua autêntica caridade. Por isso é colocado como nosso modelo. São Geraldo é esse modelo de missionário, mesmo diante dos sofrimentos em tudo amou a Nosso Senhor e confiava sempre na proteção de Nossa Senhora. De sua boca só saiam palavras santas. Nunca blasfemava, mas louvava. Sua vida foi um canteiro de exemplo de amor, firmeza nas provações e esperança. Quando enfrentava suas dificuldades ele dizia "seja tudo para a vontade de Deus!"
Invocado à inúmeras inúmeras causas, ele também é padroeiro e modelo da juventude, dos estudantes, dos alfaiates e costureiras.
Invocado à inúmeras inúmeras causas, ele também é padroeiro e modelo da juventude, dos estudantes, dos alfaiates e costureiras.
Preferiu desprezar as riquezas e amar a Jesus.
SÃO GERALDO MAGELA!
ROGAI POR NÓS!
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Juventude em Madrid. Ah, esses moços!
Card. Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo – SP
Nos dias 16 a 21 de agosto, será realizada em Madrid mais uma Jornada Mundial da Juventude. Promovida pelo Pontifício Conselho para os Leigos e pelas Conferências Episcopais e dioceses dos países escolhidos para sediar a Jornada, ela acontece a cada 2 ou 3 anos. Em 2008, foi em Sidney, na Austrália.
Madrid será tomada por uma grande multidão de jovens oriundos de todo o mundo; ali também chegará o Papa Bento XVI, no dia 18 de agosto. Mais de 16 mil jovens do Brasil já estão de malas prontas para viajar para a Espanha; levam no coração a esperança de que o Papa anuncie, no final do encontro, o Brasil como país sede da próxima Jornada. A Conferência dos Bispos do Brasil manifestou este desejo ao Papa.
Foi João Paulo II que teve a iniciativa das Jornadas Mundiais da Juventude, com o objetivo de estabelecer uma nova interação da Igreja Católica com a juventude; isso tem se mostrado eficaz pois, além dos jovens participantes nesses encontros, muitos outros são envolvidos por iniciativas promovidas nos respectivos países, antes, durante e depois das Jornadas. A mensagem passada em cada Jornada acaba alcançando um número incalculável de jovens.
Nos próximos dias, Madrid será a “capital mundial da juventude”! Vindos de cerca de 170 países, dos mais variados povos, culturas, raças e línguas, os jovens confraternizarão, partilharão experiências e alegrias, contando suas histórias e expressando a riqueza cultural e religiosa de seus povos. No programa, terão celebrações religiosas e reflexões sobre o significado da fé cristã para o convívio social e para a edificação de seu futuro; mas também haverá muita manifestação cultural e oferta de oportunidades para descortinar horizontes novos na vida e para perceber o mundo a partir do horizonte que outros jovens têm.
Será uma verdadeira experiência de globalização a partir de valores compartilhados, onde as diferenças não dividem nem distanciam, mas somam e ajudam a compreender que, no fundo, as buscas mais imperiosas, os desejos mais ardentes e os valores mais genuínos de cada um são os mesmos de outros jovens também, em todo o mundo. Em Madrid, será facilmente perceptível que a humanidade é, de fato, uma única grande família, com laços comuns, na qual todos são chamados a se irmanar, respeitar e conviver em paz, ajudando-se reciprocamente na edificação de um mundo bom para todos.
A ocasião é oportuna para uma reflexão sobre o que é oferecido hoje às novas gerações, em vista do seu futuro; afinal, é sobre elas que os adultos precisam investir, pensando no amanhã da sociedade e da humanidade. Impressiona-me, por vezes, encontrar jovens sem projeto para a vida, que rejeitam a idéia de casar, constituir família, ter filhos... Impressiona-me ainda mais ver tantos jovens entregues ao consumo de drogas que matam, ou envolvidos em organizações à margem da lei e da sociedade, bem conscientes de que sua vida está sempre por um fio! E quantas vidas em flor são queimadas, como “arquivos” incômodos ou inúteis, depois de terem sido usados inescrupulosamente?! A “mortalidade juvenil” é impressionante!
Alguém observou que os recentes tumultos de Londres mostrariam a “frustração nihilista de jovens urbanos” (O Estado de São Paulo, 10.08, A14). Vemos jovens sem perspectivas de futuro, movendo-se na vida em terrenos movediços, sem convicções nem bases para edificar a existência, para os quais o horizonte se fecha por inteiro sobre o instante fugaz de um gozo passageiro! Lembramos ainda de Amy Winehouse?
É culpa dos jovens? Seria muito cômodo apenas criticar os jovens. É preciso indagar sobre aquilo que lhes é oferecido na educação e na cultura que consomem todos os dias. Em quais fontes bebem para matar sua sede? As bases para os jovens edificarem suas vidas não são postas por eles, mas pela geração adulta e pelo ambiente em que vivem. Como os jovens são preparados para assumirem seu lugar na sociedade, no mundo do trabalho e das responsabilidades sociais? Dados do Centro de Atendimento ao Trabalhador (CEAT) mostram que de cada 4 empregos disponíveis, apenas um é efetivamente ocupado: os candidatos que se apresentam não estão preparados para assumir o posto em oferta! E é jovem a maioria dos candidatos! Sem dúvida, é preocupante. Boa parte deles pode estar perdendo o bonde da história.
Olhemos ainda para um outro aspecto da realidade, que interessa aos jovens. Certezas duradouras estão fora de moda! Vivemos tempos de superficialidade, de coisas descartáveis, de modismos passageiros e novidades “vantajosas”, que suplantam a toda hora as convicções. As coisas valem na medida em que são consumíveis, de acordo com o apetite que podem despertar e satisfazer. O consumismo tomou conta também da cultura e dos comportamentos e se aplica ao próprio ser humano; e tende a invadir o campo das certezas morais e da religião. O subjetivismo e o relativismo produziram uma profunda crise de valores e de referenciais para os jovens. A norma é o politicamente correto, mesmo que esteja desprovido de verdade e de valores! “Ah, esses moços, pobres moços!”
Os jovens, por natureza, estão projetados para o futuro e têm o direito de sonhar com um mundo melhor, com perspectivas consistentes. Alimentar a sua esperança é tarefa da geração dos adultos, de toda a sociedade. As Jornadas da Juventude querem ser uma contribuição para isso, apontando para os jovens as bases sólidas do Evangelho de Cristo, para que possam edificar sobre elas seu futuro e se enraizar profundamente nos princípios que o Cristianismo: o respeito profundo pela dignidade de cada pessoa, a colaboração e a partilha, a fraternidade, a justiça e a paz. A Jornada de Madrid será uma amostra disso.
Pensamentos sobre Madri
D. Henrique Soares, bispo auxiliar de Aracaju, SE
Hoje, a imprensa da Espanha, da Itália e de outros países comentam, admirada, a Jornada Mundial da Juventude. Fala de um Papa de 84 anos que atraiu dois milhões de jovens; fala da vitória da Igreja sobre o governo esquerdista e anticlerical da Espanha de Zapatero, fala do Papa que sabe falar aos jovens, fala da força da Igreja que renasce na Espanha…
Meu querido Leitor, é a mesmíssima imprensa que já afirmou repetidamente que Ratzinger não tem carisma algum, que a Igreja já não tem credibilidade nenhuma, que o escândalo dos padres pedófilos colocou por terra o período triunfalista de João Paulo II, que a Igreja entrou numa decadência sem fim e sem cura… A mesma imprensa que tinha certeza de que, sem João Paulo II, os jovens não mais se reuniriam em tamanha multidão…
Que lições devemos tirar de tudo isto? Aquelas que tenho recordado constantemente: os cristãos não devem nunca interpretar as coisas de Deus a partir dos critérios do mundo, particularmente aqueles da imprensa! Nossa visão tem que ser a partir do Alto, a partir da cruz e da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo!
Pense um pouco:
(1) Os jovens não foram a Madri por causa de Bento XVI – como no passado não foram por causa de João Paulo II: os jovens foram por causa de Cristo, foram para encontrar Jesus! Um Papa nunca é, nunca pode ser uma atração: não dança, não canta, não requebra, não é sarado, não faz pirueta e não aparece sob efeitos especiais! E se fizer isso, não é o Papa, é a Xuxa! Os jovens foram, vão e irão sempre a esses encontros pela sede que consome seus corações: por causa de Cristo, vida da nossa vida e saciedade da nossa esperança!
(2) Um Papa não tem que ser “carismático” no sentido mundano. Todo Papa é carismático, porque, uma vez eleito, recebeu o carisma, isto é a cháris, a graça própria do ministério petrino. Pode ser o comunicativo João Paulo II, o simpático João Paulo I, o bonachão João XXIII, o hierático e angelical Pio XII, o feioso Bento XV, o valente Pio XI, o melancólico Paulo VI ou o tímido Bento XVI. O verdadeiro católico não ama um Papa, não ama esse Papa, ama o Papa, escuta o Papa, obedece ao Papa – exatamente porque é o Papa, seja ele quem for! Para o católico todo Papa é Pedro, e basta!
(3) Essa multidão reunida não é, não deve ser e não pode ser uma prova de força da Igreja! Nossa força está unicamente na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo – é a mesma força da Semana Santa do ano passado, quando a imprensa acusava a Santa Igreja de Cristo de ser uma rede internacional de pedófilos e se diziam misérias contra o Santo Padre! Nossa força é Cristo, nossa vida é Cristo, nossa certeza é Cristo, nossa alegria e esperança é Cristo!
(4) É verdade que Zapatero, adversário ferrenho do cristianismo, está passando – como passaram outros e passarão tantos outros. Ficará a Igreja, a Mãe católica amabilíssima, porque Cristo assim o quis e assim o prometeu! Mas, não devemos pensar aqueles jovens como um triunfo da Igreja sobre ninguém. O único triunfo que devemos buscar é o triunfo sobre o pecado nosso e do mundo inteiro! Se Zapatero é um inimigo externo da Igreja, também nós a prejudicamos com nossos pecados e egoísmos, com nossa tibieza e falta de amor… Os piores inimigos da Igreja estão dentro dela!
(5) Quanto ao renascimento da Igreja na Espanha ou em qualquer parte do mundo, ele não pode ser medido por números, por multidões ou eventos… Somente o Senhor da Igreja conhece o número dos seus, somente ele sabe do vigor e da fraqueza de sua Santa Esposa, nossa Mãe católica! No entanto, se aquela multidão de jovens na casa dos vinte anos estava lá, significa que nas paróquias, nos grupos, nos movimentos, nas novas comunidades, nas congregações há uma Igreja viva, crente, orante, disposta a testemunhar o Senhor! Lembra do fermento na massa, do grão de mostarda, do tesouro escondido? Pois é, Jesus não erra nunca; Jesus sabe o que diz e sustenta o que fala!
(6) Quanto aos elogios a Bento XVI, que sabe falar aos jovens, ele fala de Cristo com simplicidade, clareza e a convicção de quem experimentou o Senhor ao longo de toda a vida. Isto basta! Mais impressionante que aquela multidão escutando o Papa de 84 anos, é vê-la, junto com o ancião pontífice, silenciosa, contida, piedosamente reverente, ante um pedacinho de pão que esses católicos bobos afirmam ser o próprio Jesus imolado e ressuscitado, realmente presente neste mundo! Basta ver isso para perceber a força da fé, a atuação da graça e a esperança do mundo.
(7) Para terminar, repito, mais uma vez: se fossem somente vinte jovens a comparecer a Madri, ainda assim Cristo estaria ali, vivo, atuante, potente, matando a sede de todo aquele que dele se aproxime.
Lembre dessas coisas, meu Leitor, quando daqui a pouco, por algum motivo, nalguma dificuldade, a imprensa novamente decretar que a Igreja está no fim, que o cristianismo passou, que a religião é coisa do passado… Então: firmes na fé, com os olhos fixos em Cristo!
Hoje, a imprensa da Espanha, da Itália e de outros países comentam, admirada, a Jornada Mundial da Juventude. Fala de um Papa de 84 anos que atraiu dois milhões de jovens; fala da vitória da Igreja sobre o governo esquerdista e anticlerical da Espanha de Zapatero, fala do Papa que sabe falar aos jovens, fala da força da Igreja que renasce na Espanha…
Meu querido Leitor, é a mesmíssima imprensa que já afirmou repetidamente que Ratzinger não tem carisma algum, que a Igreja já não tem credibilidade nenhuma, que o escândalo dos padres pedófilos colocou por terra o período triunfalista de João Paulo II, que a Igreja entrou numa decadência sem fim e sem cura… A mesma imprensa que tinha certeza de que, sem João Paulo II, os jovens não mais se reuniriam em tamanha multidão…
Que lições devemos tirar de tudo isto? Aquelas que tenho recordado constantemente: os cristãos não devem nunca interpretar as coisas de Deus a partir dos critérios do mundo, particularmente aqueles da imprensa! Nossa visão tem que ser a partir do Alto, a partir da cruz e da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo!
Pense um pouco:
(1) Os jovens não foram a Madri por causa de Bento XVI – como no passado não foram por causa de João Paulo II: os jovens foram por causa de Cristo, foram para encontrar Jesus! Um Papa nunca é, nunca pode ser uma atração: não dança, não canta, não requebra, não é sarado, não faz pirueta e não aparece sob efeitos especiais! E se fizer isso, não é o Papa, é a Xuxa! Os jovens foram, vão e irão sempre a esses encontros pela sede que consome seus corações: por causa de Cristo, vida da nossa vida e saciedade da nossa esperança!
(2) Um Papa não tem que ser “carismático” no sentido mundano. Todo Papa é carismático, porque, uma vez eleito, recebeu o carisma, isto é a cháris, a graça própria do ministério petrino. Pode ser o comunicativo João Paulo II, o simpático João Paulo I, o bonachão João XXIII, o hierático e angelical Pio XII, o feioso Bento XV, o valente Pio XI, o melancólico Paulo VI ou o tímido Bento XVI. O verdadeiro católico não ama um Papa, não ama esse Papa, ama o Papa, escuta o Papa, obedece ao Papa – exatamente porque é o Papa, seja ele quem for! Para o católico todo Papa é Pedro, e basta!
(3) Essa multidão reunida não é, não deve ser e não pode ser uma prova de força da Igreja! Nossa força está unicamente na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo – é a mesma força da Semana Santa do ano passado, quando a imprensa acusava a Santa Igreja de Cristo de ser uma rede internacional de pedófilos e se diziam misérias contra o Santo Padre! Nossa força é Cristo, nossa vida é Cristo, nossa certeza é Cristo, nossa alegria e esperança é Cristo!
(4) É verdade que Zapatero, adversário ferrenho do cristianismo, está passando – como passaram outros e passarão tantos outros. Ficará a Igreja, a Mãe católica amabilíssima, porque Cristo assim o quis e assim o prometeu! Mas, não devemos pensar aqueles jovens como um triunfo da Igreja sobre ninguém. O único triunfo que devemos buscar é o triunfo sobre o pecado nosso e do mundo inteiro! Se Zapatero é um inimigo externo da Igreja, também nós a prejudicamos com nossos pecados e egoísmos, com nossa tibieza e falta de amor… Os piores inimigos da Igreja estão dentro dela!
(5) Quanto ao renascimento da Igreja na Espanha ou em qualquer parte do mundo, ele não pode ser medido por números, por multidões ou eventos… Somente o Senhor da Igreja conhece o número dos seus, somente ele sabe do vigor e da fraqueza de sua Santa Esposa, nossa Mãe católica! No entanto, se aquela multidão de jovens na casa dos vinte anos estava lá, significa que nas paróquias, nos grupos, nos movimentos, nas novas comunidades, nas congregações há uma Igreja viva, crente, orante, disposta a testemunhar o Senhor! Lembra do fermento na massa, do grão de mostarda, do tesouro escondido? Pois é, Jesus não erra nunca; Jesus sabe o que diz e sustenta o que fala!
(6) Quanto aos elogios a Bento XVI, que sabe falar aos jovens, ele fala de Cristo com simplicidade, clareza e a convicção de quem experimentou o Senhor ao longo de toda a vida. Isto basta! Mais impressionante que aquela multidão escutando o Papa de 84 anos, é vê-la, junto com o ancião pontífice, silenciosa, contida, piedosamente reverente, ante um pedacinho de pão que esses católicos bobos afirmam ser o próprio Jesus imolado e ressuscitado, realmente presente neste mundo! Basta ver isso para perceber a força da fé, a atuação da graça e a esperança do mundo.
(7) Para terminar, repito, mais uma vez: se fossem somente vinte jovens a comparecer a Madri, ainda assim Cristo estaria ali, vivo, atuante, potente, matando a sede de todo aquele que dele se aproxime.
Lembre dessas coisas, meu Leitor, quando daqui a pouco, por algum motivo, nalguma dificuldade, a imprensa novamente decretar que a Igreja está no fim, que o cristianismo passou, que a religião é coisa do passado… Então: firmes na fé, com os olhos fixos em Cristo!
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
11 mil Luteranos voltam à Igreja Católica.
Histórico: 11 mil Luteranos voltam à Igreja Católica. A Reforma foi um “trágico erro de proporções épicas que nunca devia ter acontecido”-O Arcebispo Irl A. Gladfelter preside uma das confissões cristãs que planejam voltar ao catolicismo nos ordinariatos criados por Bento XVI. A Igreja Católica Anglo-Luterana é a única com raízes luteranas e poderia considerar-se o primeiro passo pra a volta ao redil católico dos herdeiros de Lutero.
Reverendo Irl A. Gladfelter, Metropolita da Igreja Católica Anglo-Luterana (ALCC), o senhor é biólogo, Doutor em Cirurgia Dental, tenente-coronel reformado do exército americano, Doutor em Teologia e Metropolita da ALCC. Como encontrou tempo para tantas coisas?
Não foi um problema. Só me tornei clérigo depois de ser reformado pelo Exército dos Estados Unidos e como dentista.
Quando foi fundada a ALCC? Por que a combinação de anglicanismo e luteranismo?
A ALCC foi formada em 1997 por antigos membros da Igreja Luterana – Sínodo de Missouri dos Estados Unidos (LCMS), os quais, por serem luteranos orientados ao catolicismo ou “Evangélicos Católicos” (também conhecidos como a “igreja alta”), não podiam aceitar a orientação cada vez mais protestante da LCMS e sua aceitação crescente da teologia evangélica fundamentalista, junto com alguns aspectos da soteriologia e da teologia sacramental que haviam sido importados do Calvinismo por vários meios já na sua fundação e a aceitação cada vez maior de serviços evangélicos não litúrgicos. Nossos fundadores também faziam reparos à teologia sacramental da LCMS, à sua política congregacional, a suas ideias sobre a natureza e o exercício da autoridade dentro da Igreja e à sua compreensão das Ordens Sagradas (o “ofício do ministério público”, segundo a linguagem que utilizam). Inicialmente, a ALCC adotou as posturas da ala “anglo-católica” do anglicanismo (ou anglicanismo da “igreja alta”). Ao longo do tempo, embora respeitássemos as relações que haviam sido estabelecidas com o anglicanismo da “igreja alta”, a ALCC encontrou também problemas com o anglicanismo, incluindo sua recusa da primazia papal, da infalibilidade papal, da infalibilidade do Sagrado Magistério e dos Concílios posteriores aos quatro primeiros Concílios Ecumênicos, além de sua tolerância de alguns graus de teologia eucarística de tipo protestante, que podem ser encontrados na Oração Eucarística do Livro de Oração Comum, entre outros problemas. Finalmente, a ALCC chegou a reconhecer a verdade absoluta da fé católica e se deu conta de que tinha a obrigação em consciência de voltar a Roma. Descreveu-se recentemente a Igreja Católica Anglo-Luterana (ALCC) como “totalmente romanizada” e como uma Igreja que “ensina a doutrina católica sólida, utilizando um vocabulário luterano e anglicano, corrigindo este último com o primeiro”. Ambos comentários são acertados e precisos. Em essência, a ALCC se “romanizou” totalmente, aceitando com entusiasmo a verdade objetiva de todos os aspectos da fé católica.
Foi importante para os senhores a declaração conjunta católica e luterana sobre a justificação (1997)?
Sim. Para a ALCC, a Declaração conjunta católica e luterana sobre a doutrina da justificação decidiu de uma vez para sempre o assunto fundamental da fase de Wittenberg (luterana) da Reforma. Uma vez que esse assunto tenha sido resolvido, a ALCC se deu conta de que tinha a “obrigação em consciência” de entrar na Igreja Católica, marcando o caminho para que outras jurisdições eclesiásticas luteranas (igrejas) possam segui-la.
Quantos membros e paróquias tem aproximadamente a ALCC? Estão presentes somente nos Estados Unidos ou estão também em outros países?
O número total de membros da ALCC é de aproximadamente 11.000 pessoas, nos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Sudão e no proximamente independente Sudão do Sul. O maior número corresponde a africanos sub-saharianos, a maioria dos quais são do Sudão do Sul.
De onde vem a maioria de seus membros? Antes de ingressar na ALCC eram luteranos, anglicanos, católicos ou não cristãos?
A maioria de nossos membros não africanos entraram na ALCC procedentes de outras Igrejas luteranas, mas nossos membros sub-saharianos, tanto na África como nos Estados Unidos e Canadá são antigos anglicanos.
Na Comunhão Anglicana, há algumas congregações religiosas anglo-católicas. Também os senhores têm religiosos na ALCC?
Sim, temos uma Prelazia Pessoa, a Ordem de Santo Ambrósio (O.S.A) e uma Sociedade Sacerdotal, a Sociedade Sacerdotal dos Servos do Bom Pastor. A regra e a espiritualidade de ambas se parecem muito com as da Opus Dei. O Vigário Geral da ALCC e eu somos, com grande entusiasmo, Cooperadores da Opus Dei. Alguns de nossos bispos são membros da Confraternidade de São Pedro, dirigida pela Fraternidade Sacerdotal de São Pedro (FSSP), uma sociedade católica.
Ingressarão no ordinariato dos Estados Unidos quando for criado, no final deste ano?
Sim, porque é o que a Congregação para a Doutrina da Fé nos disse que façamos, mas a última palavra será da própria Congregação. Vimos trabalhando com eles desde 2009. Do ponto de vista da ALCC, trata-se de um tema de obediência à Congregação para a Doutrina da Fé.
Em nossa petição a Roma para entrar na Igreja Católica (antes da promulgação da Anglicanorum Coetibus) não mencionamos um ordinariato, já que ainda não havia sido publicada a Constituição Apostólica. Por conselho de nosso advogado católico de Direito Canônico, a ALCC pediu apenas para entrar como “sociedade sacerdotal” ou da forma que dispusesse o Santo Padre. Nossa petição terminava com a frase: “O filho pródigo voltou e está à porta. Santo Padre, por favor, deixe-nos entrar”. A ALCC nunca pediu mais que isto. Está à porta e roga que a deixem voltar para casa.
Entretanto, quando no outono de 2010 recebemos uma carta do Secretário da CDF notificando-nos que deveríamos entrar na Igreja Católica através das disposições da Anglicanorum Coetibus, por obediência aos desejos do Santo Padre e da CDF, a ALCC aceitou imediatamente estas instruções por escrito. Assim, portanto, atualmente a ALCC espera pacientemente e roga ao Senhor e a sua Bendita Mãe, Maria, que nos permita voltar para casa, a Igreja Católica, seja através daAnglicanorum Coetibus seja por outro meio.
Todos os membros da ALCC se farão católicos ou alguns decidiram esperar ou passar para outros grupos anglicanos ou luteranos?
Todos os membros da ALCC se farão católicos. A diferença de algumas Igrejas Anglicanas, a ALCC não tem “posturas inamovíveis” A ALCC não está interessada em absoluto em “preservar um patrimônio”. Ao contrário, trata-se de uma Igreja profundamente “romanizada”, que trabalha com todas as suas forças para “desfazer” a Reforma, porque considera que foi um trágico erro de proporções épicas, que nunca devia ter acontecido, e procura restaurar a unidade da Igreja segundo os critérios da Igreja Católica. A ALCC não pede para preservar um “patrimônio luterano”. A diferença do patrimônio anglicano, o patrimônio luterano é essencialmente teológico e, ao ter compreendido plenamente as heresias do luteranismo e ao ter aceitado a fé católica, a única coisa que pede e por que reza a ALCC é que se lhe permita “voltar para casa” e entrar na Igreja Católica, como filhos pródigos arrependidos. A única coisa que queremos é nos dissolvermos na Igreja Católica, como católicos normais. Faz tempo que a ALCC tem como política não admitir membros nem aceitar clérigos que não estejam plenamente comprometidos com a causa da unidade da Igreja de Cristo, sanando as feridas que infligiram a essa unidade o orgulho humano e as heresias dos líderes da Reforma protestante. Todos os membros da ALCC devem estar comprometidos em desfazer a Reforma.
Todos os clérigos da ALCC, desde o Metropolita até o último diácono permanente devem assinar uma versão adaptada do Mandato da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, o qual estabelece que “se comprometem a ensinar a doutrina católica e não pregarão, ensinarão, escreverão nem publicarão nada que entre em conflito com o magistério católico”. Este compromisso se controla e se faz cumprir estritamente. Já aconteceu de algum sacerdote ter sido destituído de seu cargo, permitindo-lhe escolher entre sua demissão e a excomunhão, por não cumprir o Mandato da ALCC.
Será um problema para os membros da ALCC a necessidade de aceitar o Catecismo da Igreja Católica, como expressão normativa de fé para os ordinariatos? Que textos utilizam atualmente para catequizar as crianças e os adultos?
Absolutamente. Há anos a ALCC aceitou oficialmente o Catecismo da Igreja Católica como nossa expressão completa da fé cristã. Catequizamos as crianças e os adultos usando o Catecismo da Igreja Católica, o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica da Conferência Episcopal norteamericana, Fé para o futuro: Um novo catecismo ilustrado, publicado pela Liguori Press; o Compêndio de Doutrina Social da Igreja da Conferência Episcopal norteamericana e outros textos católicos unicamente. Para a catequese geral e o estudo, a ALCC usa a Bíblia de Navarra, publicada pela Scepter Press; a New American Bible e a Bíblia Católica de Estudo da Ignatius Press. A ALCC não permite o uso de qualquer catecismo luterano nem de outros catecismos protestantes.
Quais são as principais dificuldades encontradas até agora?
Toda organização nova tem “crise de crescimento” e a ALCC não é uma exceção. Sempre há lugar para melhorar e para formas de desenvolver nossos apostolados de forma mais eficaz. Entretanto, estamos muito bem, levando em conta que a ALCC foi fundada em 1997. A maior preocupação da ALCC, com muita diferença, consiste em conseguir seu objetivo de converter-se na primeira jurisdição eclesiástica luterana que volta à Igreja Católica como grupo unificado desde o final da Contra-reforma.
Uma vez que ingressem num ordinariato, o senhor e os demais bispos e sacerdotes da ALCC terão de ser ordenados como diáconos e sacerdotes católicos. É algo difícil de se aceitar?
Não, em absoluto. Alegramo-nos disto, porque eliminará a possibilidade de qualquer confusão entre os fiéis católicos sobre a validade de nossa ordenação de nossos sacramentos.
Sempre existiu um setor “católico” entre os luteranos?
Sim, certamente. A tal setor foi dado muitos nomes: Gneiso-luteranos (luteranos originais), Velhos-luteranos, Luteranos Romanizados e, nos últimos anos, “Católicos Evangélicos”. A ALCC está simplesmente no extremo mais católico desta tradição.
Há outros grupos de luteranos que estão relativamente próximos da Igreja Católica?
Na Suécia existe o movimento Arbetsgemenskapen Kyrklig Förnyelse (União Eclesial Sueca) e outras sociedade menores. Há comunidades monásticas, como o Mosteiro de Östanbäck (um mosteiro beneditino), o convento de Alsike e a Congregação de São Francisco, a Fundação de São Lourenço, a Fundação de Santo Oscar, a Coalizão Eclesial pela Bíblia e a pela Confissão e a Förbundet För Kristen Enhet, que como a ALCC trabalha para conseguir a união visível e como grupo com a Igreja Católica.
Na Alemanha existe a St. Jakobus- Bruderschaft, com a qual a ALCC permanece em contato, a Arbeitsgemeinschaft Kirchliche Erneuerung (Grupo de Trabalho para a Renovação da Igreja) da Igreja Luterana da Baviera, Humiliatenorden, St. Athanasius-Bruderschaft,Hochkirchlicher Apostolat St. Ansgar, Bekenntnisbruderschaft St. Peter und Paul, a Kommunität St. Michael en Cottbus, a Congregatio Canonicorum Sancti Augustini e o Priorado de São Wigberto.
Há grupos similares na Noruega, Dinamarca, Finlândia e Islândia.
O senhor crê que se formará algum tipo de ordinariato para os luteranos no futuro?
Quer se trate de um ordinariato ou de alguma outra estrutura mais simples e menos polêmica para estabelecer e integrar na Igreja segundo o Direito Canônico, como uma “sociedade sacerdotal” ou um “instituto de vida apostólica”, creio que se formará algum tipo de estrutura para que os luteranos de todos os países possam voltar à Igreja Católica. Há de se reconhecer: a Igreja Católica, e em geral o cristianismo, estão sendo atacados atualmente. As comunidades eclesiais como os anglicanos e luteranos se dividem ainda mais sob os ataques do ateísmo, do agnosticismo, da filosofia pós-moderna e das teologias heréticas de tipo liberal. A Igreja não pode se permitir o enfrentamento a essas e outras ameaças em seu estado dividido atual. É hora de os luteranos e outras comunidades eclesiais voltarem à Igreja Católica, para que lhe resulte mais fácil derrotar estas ameaças e realizar a Nova Evangelização promovida pelo Papa Bento XVI e outras pessoas! É hora de recuperar a unidade da Igreja de Cristo! Os luteranos devem se dar conta de que voltar à Igreja Católica não é algo bom, é estupendo. No Getsêmani, Jesus orou para que seus discípulos fossem um, como Ele e o Pai são um, assim a união com a Igreja Católica não é algo “bom”, mas algo “estupendo”, porque Jesus o pediu em sua oração e o ordenou (não o “sugeriu” simplesmente). Os luteranos devem voltar à Igreja Católica porque é o correto, é o único caminho correto.
Em sua homilia de vésperas, na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, em São Paulo Extramuros, em Roma, 25 de janeiro de 2011, o Papa Bento XVI afirmou: “Os esforços para recuperar a unidade entre os cristãos divididos não podem reduzir-se simplesmente a reconhecer nossas diferenças recíprocas e a conseguir uma coexistência pacífica. O que desejamos é a unidade pela qual orou o mesmo Cristo e que, por sua própria natureza, se manifesta numa comunhão de fé, de sacramentos e de ministério. O caminho para esta unidade deve ser percebido como um imperativo moral, uma resposta a um chamado específico do Senhor… Devemos continuar com entusiasmo o caminho para este objetivo”. Isto é exatamente o que pretende fazer a ALCC ao esforçar-se para entrar na Igreja Católica como grupo unificado.
Se se criasse um ordinariato para luteranos no futuro, os senhores deixariam o ordinariato anglo-católico para integrar-se nele?
Certamente, estaríamos interessados e colaboraríamos com qualquer futuro ordinariato luterano ou estruturas alternativas segundo o Direito Canônico atual, mas faremos exatamente o que nos pedirem a Congregação para a Doutrina da Fé e o Santo Padre. Além do mais, os membros da ALCC só queremos converter-nos em católicos normais, como todos os outros, e nos injetar de forma segura no “centro” teológico e social da Igreja Católica. Ficaremos contentes em “florescer” onde quer que o Santo Padre e a CDF nos “plantem” dentro da Igreja Católica.
O senhor crê que sua união com a Igreja Católica influenciará outros luteranos?
Sem dúvida. Faz alguns anos o Pe. Richard John Nieuhaus, um pastor luterano dos Estados Unidos que se converteu ao catolicismo e foi ordenado como sacerdote católico (e era o editor da revista norteamericana First Things), escreveu que enquanto ele apenas podia perceber movimentos de luteranos para a Igreja Católica, algum dia uma Igreja Luterana “dará um passo adiante e então nada voltará a ser igual”. Esperamos e rezamos para que a Igreja Católica Anglo-Luterana seja a Igreja que dará este passo adiante e que isso leve muitos luteranos a abandonar as heresias da Reforma e voltem à fé católica; que se aproxime este bendito dia no qual a oração de Cristo no Getsêmani para que todos seus discípulos sejam um seja de novo uma realidade, em uma só Igreja sob Cristo e seu Vigário nesta terral, o Sucessor de São Pedro. Até este dia, a ALCC terá muito presentes dois lemas usados por nossa Igrejas: (1) “Voltar à unidade do Corpo de Cristo, Igreja por Igreja”, e (2) o lema do escudo papal de São Pio X, “renovar todas as coisas em Cristo”.
Muito obrigado por suas respostas. Espero que tenhamos a oportunidade de entrevistá-lo de novo quando o senhor for um
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Amor pela obra missionária
17, julho, 2011Padre Inácio José do Vale, OSBM
“Jesus disse-lhes: Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura. Eles saíram a pregar por toda parte, agindo com eles o Senhor, e confirmando a Palavra por meio dos sinais que a acompanhavam” (Mc 16,15.20).Nosso Senhor Jesus Cristo nos conclama a trabalharmos ativa e zelosamente para Ele (Hb 6,10-12), e, nós, cristãos, devemos atendê-lo prontamente. Sim, nós temos sobre nossos ombros o “amor de Cristo” (2Cor 5,14), que nos impele a darmos o melhor de nós para a causa do Senhor e a trabalharmos muito mais que um multimilionário que tenta ampliar seus lucros. Entretanto, muitos cristãos nem pensam em trabalhar para o Senhor. A messe é grande, mas os operários continuam poucos. Porque isso acontece? Onde esta o problema?
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O Casamento
15, julho, 2011Padre Nicolás Schwizer – Shoenstatt mov.apostólico
Os noivos vêm a Igreja para se casar diante de Deus e diante da comunidade cristã. É porque sentiram que esse amor que nascia, se oferecia como uma promessa de felicidade. Foi tão profunda sua experiência d e amor, que decidiram: isso tem que durar para sempre.
E cada um haverá dito a si mesmo: Minha felicidade depende desta pessoa extraordinária com a qual me encontrei. Percebo que sem ela eu não posso crescer, não posso ser feliz, a necessito. E por isso quero unir minha vida a dela.
Assim é como iniciam o caminho do matrimônio: cheios de esperança.
Mas o que significa o sacramento do matrimônio para a história de amor que estão vivendo?
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Os noivos vêm a Igreja para se casar diante de Deus e diante da comunidade cristã. É porque sentiram que esse amor que nascia, se oferecia como uma promessa de felicidade. Foi tão profunda sua experiência d e amor, que decidiram: isso tem que durar para sempre.
E cada um haverá dito a si mesmo: Minha felicidade depende desta pessoa extraordinária com a qual me encontrei. Percebo que sem ela eu não posso crescer, não posso ser feliz, a necessito. E por isso quero unir minha vida a dela.
Assim é como iniciam o caminho do matrimônio: cheios de esperança.
Mas o que significa o sacramento do matrimônio para a história de amor que estão vivendo?
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Mensagem do Papa para a JMJ de Madri 2011
13, julho, 2011«Enraizados e edificados n’Ele… firmes na fé» (cf. Cl 2, 7)
Queridos amigos!
Penso com frequência na Jornada Mundial da Juventude de Sidney de 2008. Lá vivemos uma grande festa da fé, durante a qual o Espírito de Deus agiu com força, criando uma comunhão intensa entre os participantes, que vieram de todas as partes do mundo. Aquele encontro, assim como os precedentes, deu frutos abundantes na vida de numerosos jovens e de toda a Igreja. Agora, o nosso olhar dirige-se para a próxima Jornada Mundial da Juventude, que terá lugar em Madrid em Agosto de 2011.
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Por que Deus é um ser escondido?
11, julho, 2011Dom Aloísio Roque Oppermann scj
Arcebispo de Uberaba
Como a vida seria diferente se Deus fosse uma divindade “a ser tocada com as mãos”. Seria a evidência. Não precisaríamos de provas sobre a sua existência. Neste sonho bastaria fazer-lhe um pedido, para sermos atendidos mais do que de repente. Temos um inimigo? O Poderoso logo o afastaria. Temos dívidas? O socorro mágico aconteceria antes do pôr do sol. Somos acometidos por uma doença? Feito o pedido de cura, num piscar de olhos o mal estaria superado.
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Arcebispo de Uberaba
Como a vida seria diferente se Deus fosse uma divindade “a ser tocada com as mãos”. Seria a evidência. Não precisaríamos de provas sobre a sua existência. Neste sonho bastaria fazer-lhe um pedido, para sermos atendidos mais do que de repente. Temos um inimigo? O Poderoso logo o afastaria. Temos dívidas? O socorro mágico aconteceria antes do pôr do sol. Somos acometidos por uma doença? Feito o pedido de cura, num piscar de olhos o mal estaria superado.
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Um vinho diferente
7, julho, 2011Dom Pedro José Conti
Bispo de Macapá – AP
Karasuki e Mikaia casaram-se já com uma boa idade. Com grande surpresa e alegria tiveram um filho. Criaram-no com todo o amor e as atenções possíveis e, apesar de serem muito pobres, conseguiram colocá-lo na escola da vila para que crescesse, também, em sabedoria. O rapaz, quando voltou para casa, tinha o único desejo de desobrigar-se com os seus pais.
– O que é que os senhores gostariam mesmo que eu fizesse para mostrar-lhes a minha gratidão? – perguntou o jovem.
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Bispo de Macapá – AP
Karasuki e Mikaia casaram-se já com uma boa idade. Com grande surpresa e alegria tiveram um filho. Criaram-no com todo o amor e as atenções possíveis e, apesar de serem muito pobres, conseguiram colocá-lo na escola da vila para que crescesse, também, em sabedoria. O rapaz, quando voltou para casa, tinha o único desejo de desobrigar-se com os seus pais.
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quarta-feira, 13 de julho de 2011
Tu és na verdade Mãe de Deus!
Das Cartas de São Cirilo de Alexandria (sec. IV), bispo e doutor da Igreja:
“Causa-me profunda admiração haver alguns que duvidam em dar à Virgem Santíssima o título de Mãe de Deus. Realmente, se nosso Senhor Jesus Cristo é Deus, por que razão não pode ser chamada de Mãe de Deus, a Virgem Santíssima que o gerou? Esta verdade nos foi transmitida pelos discípulos do Senhor, embora não usassem esta expressão. Assim fomos também instruídos pelos Santos Padres. Em particular, Santo Atanásio, nosso pai na fé, de ilustre memória, na terceira parte do livro que escreveu sobre a santa e consubstancial Trindade, dá frequentemente à virgem Santíssima o título de Mãe de Deus.
Vejo-me obrigado a citar aqui suas palavras, que têm o seguinte teor: “a Sagrada Escritura, como tantas vezes fizemos notar, tem por finalidade e característica afirmar de Cristo Salvador estas duas coisas: que ele é Deus e nunca deixou de o ser, visto que é o Verbo do Pai, seu esplendor e sabedoria; e também que nestes últimos tempos, por causa de nós, se fez homem, assumindo um corpo da virgem Maria, Mãe de Deus”.
E continua mais adiante: “Houve muitos que já nasceram santos e livres de todo pecado. Por exemplo: Jeremias foi santificado desde o seio materno; também João, antes de ser dado à luz, exultou de alegria ao ouvir a voz de Maria, Mãe de Deus”. Estas palavras são de um homem inteiramente digno de lhe darmos crédito, sem receio, e a quem podemos seguir com toda segurança. Com efeito, ele jamais pronunciou uma só palavra que fosse contrária às Sagradas Escrituras.
De fato, a Escritura, verdadeiramente inspirada por Deus, afirma que o Verbo de Deus se fez carne, quer dizer, uniu-se à carne dotada de alma racional. Portanto, o Verbo de Deus assumiu a descendência de Abraão e, formando para si um corpo vindo de uma mulher, tornou-se participante da carne e do sangue. Assim, já não é somente Deus mas homem também, semelhante a nós, em virtude da sua união com a nossa natureza.
Por conseguinte, o Emanuel, Deus-conosco, possui duas realidades, isto é, a divindade e a humanidade. Todavia, é um só o Senhor Jesus Cristo, único e verdadeiro Filho por natureza, ainda que ao mesmo tempo Deus e homem. Não é apenas um homem divinizado, igual àqueles que pela graça se tornam participantes da natureza divina; mas é verdadeiro Deus, que para nossa salvação, se tornou visível em forma humana, conforme Paulo testemunha com as seguintes palavras: Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei, a fim de resgatar os que estavam sujeitos à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva e fôssemos filhos por adoção (Gl 4,4-5)”.
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